Ultraprocessados aumentam risco de câncer e contribuem para declínio cognitivo

Alimentos ultraprocessados (enlatados, embutidos, congelados, sorvetes, preparações instantâneas, refrigerantes, salgadinhos, frituras, doces, gelatinas industrializadas, refrescos em pó, temperos prontos, margarinas, iogurtes industrializados, macarrão instantâneo, bolachas recheadas, achocolatados e outras guloseimas) podem aumentar o risco de câncer e ainda contribuir com o declínio cognitivo, segundo estudos.

Um artigo publicado na revista eClinicalMedicine na última terça (31) avaliou o aumento de incidência e mortes causadas por 34 tipos de câncer em pessoas com idade entre 40 e 69 anos. Para isso, a equipe de pesquisadores recolheu dados alimentares entre 2009 e 2012 de 197.426 pessoas registradas no banco de dados biomédicos UK Biobank.

O estudo concluiu que cada aumento de 10% no consumo de ultraprocessados aumentou o risco de câncer em geral em 2%, enquanto as chances de mulheres desenvolverem câncer de ovário tiveram uma ascensão de 19%.

A adesão a essa alimentação também aumentou as chances de morte pela doença de forma geral (6%), por câncer de mama (16%), e por câncer de ovário (30%). A equipe percebeu que quase metade das calorias dos participantes (48,6%) vinha de alimentos ultraprocessados.

Ultraprocessados contribuem para o declínio cognitivo

Ultraprocessados aumentam risco de câncer e contribuem para o declínio cognitivo (Imagem: FabrikaPhoto/Envato)
Ultraprocessados aumentam risco de câncer e contribuem para o declínio cognitivo (Imagem: FabrikaPhoto/Envato)

Em paralelo, outros estudos afirmam que esses alimentos podem causar alterações prejudiciais ao cérebro e levar ao comprometimento cognitivo, e que uma dieta pobre é um fator de risco para deficiências de memória durante o envelhecimento normal, além de aumenta o risco de desenvolver a doença de Alzheimer.

Os pesquisadores compararam a taxa de declínio cognitivo ao longo de aproximadamente oito anos entre grupos de pessoas que consumiram diferentes quantidades de alimentos ultraprocessados. Mais de 10 mil participantes relataram seus hábitos alimentares nos últimos 12 meses, e nos anos seguintes, os pesquisadores avaliaram o desempenho cognitivo dos participantes com testes padrão de memória e função executiva.

Aqueles que comeram uma dieta contendo mais alimentos ultraprocessados ​​no início do estudo mostraram um declínio cognitivo ligeiramente maior em comparação com aqueles que comeram pouco ou nenhum alimento ultraprocessado.

Anteriormente, a ciência ainda trouxe à tona que o consumo desses alimentos foi associado à morte de 57 mil pessoas no ano de 2019. Além disso, o excesso de alimentos ultraprocessados pode apresentar relação com a obesidade infantil.

Fonte: Canaltech

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