Um abismo entre ciência e governantes no combate ao coronavírus

·1 minuto de leitura

Há um abismo entre o que afirma a ciência e o que decidem governadores e prefeitos que reduziram o distanciamento social necessário para combater o coronavírus. Distanciamento social é um remédio amargo e de dolorosos efeitos colaterais para a sociedade e a economia, mas continua a ser o único meio de conter a pandemia, asseguram cientistas. Ainda assim, a flexibilização segue em frente, assim como a Covid-19, sob a comando de governantes que gostam de citar a ciência, mas não se orientam por ela. Regras mais brandas entram em vigor no Rio e em São Paulo na semana em que o país atinge um recorde de mortos pela pandemia.

O resultado da chancela oficial à liberação está nas ruas, que rapidamente voltaram aos aglomerados pré-pandemia. Como enfatizou Domingos Alves, da USP, um dos mais experientes especialistas em modelagem computacional do país, multidões são alimento da pandemia.

E não adianta os governantes colocarem a culpa de atitudes temerárias na população. É omissão de autoridade não dar à população as condições de manter o distanciamento.

Tampouco é um alento ouvir que alas de Covid-19 da rede privada estão sendo fechadas e há leitos particulares disponíveis. Mais de 70% da população depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde, e o SUS está sobrecarregado. E mesmo quem pode pagar o mais caro dos hospitais não deveria se sentir seguro. A Covid-19 grave asfixia, inflama, mata e dói mesmo em leito de luxo.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos