Um 'barco-bolha' espanhol retorna estudantes confinados em Mallorca

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Dois jovens confinados no hotel em Mallorca, em junho de 2021

Um "barco-bolha" com 118 estudantes que ficaram confinados em Mallorca depois de um surto gigante de covid-19 na ilha chegou em Valência (leste) nesta quinta-feira (1) para devolver os jovens às suas casas.

A embarcação ficou conhecida como "barco-bolha" porque os alunos, que estavam hospedados em um hotel em Mallorca, onde celebravam uma viagem de final de ano, ficaram completamente isolados do resto da tripulação durante a viagem, apesar de terem estado negativo para a covid.

O navio chegou a Valência ao anoitecer, confirmou a AFPTV.

“Um comboio de ônibus sairá das comunidades autônomas de origem desses jovens”, explicou Ximo Puig, o presidente da região de Valência.

As respectivas autoridades regionais decidirão se devem ser submetidos a mais testes para o coronavírus.

O barco partiu de Palma horas depois que os tribunais se recusaram a ratificar o confinamento preventivo para os jovens que testaram negativo.

O mega surto declarado em Mallorca começou na semana passada, quando centenas de jovens testaram positivo em várias regiões da Espanha, ao voltar de uma semana de festividas na ilha.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, pelo menos 1.824 pessoas foram infectadas e 5.978 foram obrigadas a entrar em quarentena.

Muitos deles testaram positivo em casa, mas outros permaneceram confinados no hotel Palma Bellver, sarcasticamente apelidado de "hotel covid", que hospedava 232 estudantes que tinham uma ligação direta ou indireta com o surto.

Após os testes, 25% apresentaram resultado positivo para o coronavírus.

Nesta quarta-feira, um juiz apurou que os alunos que, até agora, testaram negativo ou se recusaram a fazer testes de PCR podem deixar a ilha, embora pouco depois outros nove tenham dado positivo, informou o governo local.

O confinamento dos estudantes gerou muita polêmica na Espanha devido às reclamações dos jovens, que apareceram nas varandas de seus quartos gritando “somos negativos, queremos ir embora”, e de seus pais, que pediram sua libertação.

Ao mesmo tempo, o governo aumentou os seus pedidos de prudência e os vizinhos denunciaram o ambiente festivo do hotel, para onde a polícia teve de se deslocar em várias ocasiões devido ao alto volume da música ou ao lançamento de objetos na via pública.

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