Um dia após Brasil registrar 800 mortes por coronavírus, Bolsonaro diz que vivemos “finalzinho da pandemia”

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Brazilian President Jair Bolsonaro gestures during the opening of the Forum 'Control in the Fight against Corruption 2020' at Planalto Palace in Brasilia, December 9, 2020. (Photo by Sergio Lima / AFP) (Photo by SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro elogiou atuação do Brasil durante a pandemia (Foto: Sergio Lima / AFP via Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a minimizar a crise de coronavírus enfrentada pelo Brasil. Em visita a Porto Alegre, RS, Bolsonaro disse que o Brasil vive o “finalzinho” da pandemia de Covid-19. Os números, no entanto, mostram que os casos da doença estão em alta no país. Na última quarta-feira, 9, o país registrou mais de 800 mortes pela Covid-19.

“Me permite falar um pouco do governo, que ainda estamos vivendo o finalzinho de pandemia. O nosso governo, levando-se em conta outros países do mundo, foi aquele que melhor se saiu, ou um dos que melhores se saíram na pandemia”, disse o presidente durante a inauguração do eixo principal da nova Ponte do Guaíba, na capital gaúcha.

"Devemos levar tranquilidade à população e não o caos. O que aconteceu no início da pandemia não leva a nada. Lamentamos as mortes profundamente e assim sendo, vamos vencendo obstáculos", declarou.

O Brasil vive uma alta no número e mortes de casos de Covid-19. Entre as 27 unidades da federação, 22 apresentam aumento nas mortes pela doença. Até o momento, são 179 mil brasileiros mortes vítimas do novo coronavírus.

O país ainda não apresentou um plano detalhado de vacinação. Na última terça-feira, 8, o Reino Unido começou a imunizar a população com a vacina da Pfizer, que também foi aprovada pelo Canadá e deve ganhar autorização emergencial nos Estados Unidos.

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O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, negocia para comprar 70 milhões de doses da vacina, o que seria suficiente para vacinar cerca de 35 milhões de pessoas.

No discurso em Porto Alegre, Bolsonaro ainda citou um medicamento sem comprovação de eficácia comprovada. “Não temos notícia dos nossos irmãos da África, abaixo do deserto do Saara, de grande quantidade de óbitos por Covid e todos esperavam justamente o contrário. A pessoa com alguma deficiência alimentar, pessoas mais pobres, fossem ser em boas e quantidade vitimadas. E não foi por quê? Eles tratam lá, muito, infelizmente, a malária”, disse.

Na cerimônia, Bolsonaro e ministros presentes no evento não usavam máscara, apesar de o uso do equipamento ser obrigatório no estado. Estavam presentes Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, Ernesto Araújo, das Relações Internacionais, e Onyx Lorenzoni, da Cidadania.

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