Um dos suspeitos mortos em operação no Alemão era condenado por homicídio em Alagoas

Um dos 15 suspeitos mortos durante a operação das polícias Civil e Militar no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, na quinta-feira, dia 21, Rafael Correia de Melo, conhecido como Fafá ou Fafal, era natural do Alagoas e havia sido condenado a 22 anos de detenção pela execução de um morador de rua no estado do Nordeste, mas estava foragido e o mandado de prisão, pendente.

Descrito pelo Ministério Público de Alagoas como um traficante perigoso, Rafael matou o morador de rua Rogério dos Santos de Araújo a golpes de faca e pedradas após a vítima denunciá-lo durante uma investida policial. Na ocasião, ele era responsável pelo tráfico de drogas na região da Levada, em Maceió, quando a polícia chegou e ele escondeu entorpecentes perto de Rogério. Ao ser perguntado de quem era o material, o morador de rua apontou Rafael e um comparsa.

Em 2010, Rafael Correia de Melo foi preso com dois revólveres no bairro Brejal, em Maceió, cidade em que é suspeito de mais de 10 assassinatos, segundo a polícia local, e onde já esteve detido por assalto.

A ação policial é a quarta mais letal do estado do Rio de Janeiro nos últimos 15 anos. Entre as vítimas, estão o cabo da PM Bruno de Paula Costa, Letícia Marinho Salles, que foi atingida por um tiro no peito quando passava de carro pelo local, e Solange Mendes, que morreu com um disparo de fuzil na cabeça, na sexta-feira, dia 22, numa rua da região conhecida como Caixa D'Água. Dos 15 suspeitos mortos, somente três eram considerados foragidos da Justiça, com mandados de prisão pendentes, como é o caso de Rafael Correia de Melo.

Rafael não é o primeiro criminoso que se refugia no Complexo do Alemão, passando a integrar o tráfico de drogas local, após cometer crimes em Alagoas. Em abril, o também foragido da Justiça do estado do Nordeste Valter dos Santos Silva, conhecido como “Gordão”, de 27 anos, foi preso na Comunidade da Grota. Em Maceió, ele é acusado de tentativa de homicídio contra um sargento aposentado da Polícia Militar, no bairro Prado.

O conjunto de favelas também tem recebido traficantes oriundos de outros estados, como é o caso de Hideraldo Alves, de 27 anos. Conhecido como “matador de policiais” no Pará, ele foi atingido durante a operação no Alemão. Ferido nas pernas, ele deu entrada na UPA do Alemão, apresentando-se como Adriano Castro Pires. Após ser identificado corretamente, foi constatado que havia um mandado de prisão em aberto. “Esquilo”, como é chamado, está sob custódia da Polícia Militar e permanecerá preso. Ele também foi autuado em flagrante pelo uso de documento falso.

A Polícia Civil também investiga se Hideraldo tem ligação com o roubo a uma joalheria em um shopping de luxo no início do mês, na Barra da Tijuca. Durante a fuga dos criminosos um segurança foi morto.

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