Um mês após alta, ex-jogador Branco faz fisioterapia para o pulmão e lembra internação: 'Me amarraram na cama'

·2 minuto de leitura

Um mês depois de receber alta, o ex-jogador Branco, campeão do mundo pela seleção brasileira em 1994, ainda se recupera das consequências da Covid-19, que o deixou internado por 17 dias, sendo cinco deles intubado, numa clínica na Zona Sul Carioca. Aos 57 anos, ele conta que segue fazendo fisioterapia para a reabilitação total dos pulmões e dos músculos, e também faz um alerta sobre o perigo da doença.

"Estava muito acima do peso, e ainda estou, mas deixei o hospital 20 quilos mais magro e vou me empenhar para manter isso, ficar com a saúde em dia, porque agora eu sei: sem ela, você não é nada. Não estou 100% recuperado. Faço fisioterapia para a recuperação plena do pulmão e para os músculos. Caminhar ou subir escadas dá um tremendo cansaço. Depois de tudo o que eu sofri com essa doença perigosa, que pega a pessoa de jeito, de uma hora para outra, sem dar aviso, digo de todo o coração: cuidem-se", disse Branco em depoimento em primeira pessoa à "Veja".

Leia também: Após perder a mãe, Beth Goulart revela que a irmã, Bárbara Bruno, está intubada no CTI com Covid-19

O ex-jogador falou também sobre o horror vivido durante sua internação e que seu estado de saúde era considerado de "alta gravidade". "Estava muito agitado, às vezes acordava aos berros, dizendo que queria fugir do hospital. Por isso, me amarraram na cama, para que não me machucasse... Atado à cama, eu gritava com médicos e enfermeiros, totalmente fora de mim. Conforme fui acordando e melhorando, voltei à consciência e só aí entendi o que tinha me acontecido", contou Branco, que chegou a desmaiar duas vezes a caminho do hospital, antes da internação: "Mal conseguia respirar".

Hoje coordenador das seleções de base da CBF, Branco acredita que seu passado de atleta tenha contribuído para sua recuperação: "Não só pela boa memória física que o corpo traz, mas também pelo hábito de se impor metas e controlar o psicológico diante de uma adversidade. Já estava melhor, respirando sem o tubo de oxigênio, quando ia mentalmente de um objetivo para o imediatamente seguinte: se me tiravam uma sonda, eu me concentrava na próxima; um bom raio X era uma alegria, e já me preocupava com o resultado do que viria depois. Essas pequenas e gradativas vitórias foram essenciais para que eu recobrasse o ânimo e o vigor".