Um mês após resgate em favela do Rio, Eloisa Fontes recusa nova internação e escolhe se recuperar em casa

Marjoriê Cristine
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Há exatamente um mês, a modelo Eloisa Pinto Fontes foi resgatada por agentes do Operação Ipanema Presente dentro do Morro do Cantagalo, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Nesse período, a alagoana, de 26 anos, foi internada por 22 dias no Instituto municipal Phillippe Pinel, em Botafogo, recebeu alta e retornou com a mãe, Luciene Fontes, para sua cidade natal, Piranhas, no interior de Alagoas. Depois de passar por uma avaliação com um psiquiatra do projeto Anjos da Paz, que é coordenado pela Secretaria de Estado de Prevenção à Violência de AL, a jovem resolveu recusar uma nova internação e se recuperar em casa. Pelo menos neste momento.

Eloisa está na residência da mãe, medicada e ainda recebe acompanhada por uma equipe de assistente social e psiquiatra do projeto. Caso a alagoana mude de ideia e ainda seja perfil para acolhimento, ela será encaminhada para comunidade de internação do projeto, o Centro de Acolhimento de Dependentes Químicos do município de Santana do Ipanema, no Sertão de Alagoas. No local, o tratamento voluntário pode durar de até seis meses, com a possibilidade de ser renovado por mais seis meses, de acordo com a necessidade.

"Eloisa passou por nossa equipe de triagem, com psicólogos e assistentes sociais, por consulta com psiquiatra, e todo o processo inicial. Mas, por fim, ela preferiu passar um período com a família e não ir para comunidade acolhedora. Como nosso acolhimento é voluntário, cabe à pessoa querer ir ou não. Neste momento, ela preferiu ficar com a família. Mas está bem e seguimos acompanhando ela e dando suporte no que for necessário", diz a assessoria do projeto Anjos da Paz.

Eloisa Fontes, de 26 anos, foi encontrada desorientada dentro da comunidade do Cantagalo, na Zona Sul do Rio, no dia 6, por agentes da Operação Ipanema Presente. Em 2019, a jovem já havia sido encontrada vagando nas proximidades de Nova York após cinco dias desaparecida.

A modelo chegou ao Rio em janeiro de 2020, depois de uma temporada de 11 meses de altos e baixos na cidade dos EUA. Recém-contratada pela Marilyn Agency, ela teve um surto em junho de 2019, quando desapareceu por cinco dias. Foi encontrada desorientada numa cidade a 30 minutos de Manhattan. Depois disso, a carreira internacional foi abalada.

Durante o período que ficou desaparecida no Rio, a alagoana sempre carregou consigo uma mochila com documentos, entre eles a carteira de trabalho original, e cartas de referências de fotógrafos internacionais. Ela tentou retomar a carreira no Brasil, mas a pandemia atrapalhou os planos.

Após ser resgatada no Morro do Cantagalo, na Zona Sul do Rio, a alagoana está internada no Instituto Philippe Pinel, em Botafogo, após ter sido levada por policiais da Operação Ipanema Presente que, inclusive, a convenceram a conversar com o médico da instituição, que a internou imediatamente.

No dia 9 de outubro, uma conceituada clínica particular da Zona Oeste entrou em contato com Francisco Assis e ofereceu tratamento para a modelo. A decisão sobre a nova internação foi negada e e ela permaneceu no Pinel por três semanas até ter a alta médica e voltar para casa.

Eloisa deixou a pequena cidade de Piranhas, no interior de Alagoas, aos 17 anos, para ser modelo em São Paulo. Lá, conheceu Andre Birleanu, supermodelo russo com quem casou. Eles moraram juntos em Londres e tiveram uma filha, atualmente com 7 anos. A menina vive em um lar temporário.

Por oito anos, a alagoana de 1,80m desfilou nas semanas de moda de Paris e Milão, requisitada por estilistas de peso, como Vivivenne Westwood e Giambattista Valli. Depois, vieram trabalhos para Armani, Armani Exchange, Stella McCartney, Dior e outras marcas. Ela também chegou a estrelar uma campanha da Dolce & Gabbana e desfilou junto com a filha, ainda de colo. Ela também fez capas para revistas conceituadas como "Elle", "Grazia" e "Glamour". Eloisa chegou a passar temporadas em Nova York e na Itália.