A um mês dos Jogos de Tóquio, Brasil tem mais de 460 atletas e paratletas confirmados nas Olimpíadas

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Faltando exatamente um mês para o início dos Jogos Olímpicos e dois para os Paralímpicos, o Brasil já confirmou mais de 460 atletas representando o país nas competições, que serão realizadas em Tóquio, um ano após o previsto, por conta da pandemia de Covid-19. Dentre os diversos atletas garantidos, o Brasil pode esperar grandes resultados das promessas do país que disputarão os jogos, nas mais diversas modalidades, pela primeira vez.

Um desses exemplos, e que desperta uma grande expectativa de medalha, é o surfe, estreante em Olimpíadas e com um grande potencial de ter brasileiros na briga pelas primeiras colocações. No masculino, com quatro títulos mundiais conquistados nos últimos seis anos, o Brasil é uma potência na modalidade, e tem dois jovens nomes de peso na disputa masculina: Gabriel Medina e Ítalo Ferreira, vão em busca do pódio — há um limite de dois classificados por país, o que impediu o Brasil de levar mais nomes aos jogos, uma vez que mais de dois atletas brasileiros estão no top-20.

A modalidade ainda tem grande potencial de trazer medalhas para o país também no feminino, com as já classificadas Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb. A segunda, atual quarto lugar no ranking mundial da WSL, nasceu em Porto Alegre, mas se mudou logo aos dois anos com a família para o Havaí. Mesmo assim, faz questão de representar as cores do Brasil:

“Eu poderia defender os Estados Unidos, porque tenho cidadania, mas me sinto mais brasileira do que americana”, disse, em entrevista à revista “Veja”. “Lembro que era bem pequena na minha primeira vez no mar, com meu pai surfando numa prancha laranja gigante. Quando era criança, fazia tudo que ele fazia. Ele começou a surfar e me apaixonei”, contou a jovem, de 24 anos, ao site do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Outras modalidades estreantes na Olimpíada também estão repletas de jovens talentos. Debutando nos jogos, o trio Pâmela Rosa, Rayssa Leal e Leticia Bufoni vai representar o skate brasileiro em Tóquio, também com boas chances de conquistar medalhas. As três se classificaram no início deste mês, após avançarem à final do Mundial de Street, em Roma.

“Está chegando. Faltam agora [na ocasião da entrevista] 49 dias para pensar, refletir, ver o que está errando, o que está acertando, e evoluir para chegar nas Olimpíadas com o maior objetivo de trazer a medalha para o Brasil. Estou muito feliz de fazer parte das Olimpíadas junto com as meninas. Eu, Rayssa e Leticia vamos representar muito bem nosso Brasil”, disse Pâmela Rosa, logo após a conquista da vaga, ao site do COB.

Pelo masculino, o jovem Luiz Francisco foi o primeiro atleta brasileiro a conquistar vaga na modalidade. A classificação veio após o cancelamento do Mundial de Park de 2021, o que garantiu matematicamente a presença do jovem, de apenas 20 anos, nas Olimpíadas.

“Fazer parte da primeira seleção brasileira, da primeira Olimpíada com skate, é um marco histórico. E conseguir ter assinado o meu nome nele é muito gratificante. Estou muito feliz. Não tenho palavras para descrever”, comemorou.

O Brasil também conta com jovens representantes em modalidades olímpicas tradicionais. Com apenas 21 anos, Milena Titoneli será a única representante feminina do taekwondo brasileiro em Tóquio, e irá em busca da inédita medalha de ouro na categoria. Ela se classificou após derrotar a cubana Acosta Herrerano no Pré-olímpico de Heredia, na Costa Rica, em março.

“Senti um pouco de nervosismo no começo do dia, mas as coisas foram se encaixando e esse foi mais um passo na busca do meu sonho, que é ser campeã olímpica”, contou, em entrevista ao COB.

Promessas paralímpicas

No mês seguinte, as Paralimpíadas também estarão cercadas de expectativas por conta das promessas brasileiras. No lançamento de dardo, pela classe F56 (para pessoas sem movimentos nos tornozelos), Raíssa Rocha, de 25 anos, é uma das principais esperanças de medalha para o país.

Mesmo não sendo estreante (esteve no Rio, em 2016, com 21 anos), a jovem vem de ótimos resultados na preparação para Tóquio. Em 2020, ela alcançou a liderança do ranking mundial da sua categoria, após conquistar o ouro no Parapan de Lima e o bronze no Mundial de Atletismo de Dubai, ambos disputados em 2019.

Com a mesma idade, Verônica Hipólito também é outra promessa de medalha para o país. A jovem já conquistou as medalhas de prata e bronze nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016, nos 100m e nos 400m na classe T38 — para atletas com algum nível de paralisia cerebral, porém andantes. Já pela natação, a expectativa de pódio fica, entre outros, por conta de Wendell Belarmino, da classe S11 (para cegos).

Ele conquistou a medalha de ouro nos 50m livre e a de prata nos 100m livre e no revezamento 4x100m livre no Mundial de Londres, em 2019. O jovem de 23 anos também já conquistou quatro ouros (200m medley, 50m livre, 100m livre e 100m borboleta) e duas pratas (400m livre e 100m peito) no Parapan de Lima, em 2019.

Experiência na bagagem

Na lista de classificados para esta edição da Olimpíada, também estão nomes mais experientes, como do velejador Robert Scheidt, que irá à sua sétima edição dos jogos. Aos 47 anos, o veterano é detentor de duas medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze.

— Não penso na minha idade. Essa questão depende muito de cada um, do estilo de vida. A classe Laser (individual) é extremamente física, mas esse não é o aspecto único. A experiência conta muito — disse, em entrevista ao Globo, em maio.

Outra que também esteve presente nas últimas seis edições da competição é a jogadora de futebol Formiga, recém-convocada pela técnica da seleção brasileira, Pia Sundhage, para liderar a equipe brasileira rumo ao inédito ouro na modalidade.

— Da maneira como trabalha, a satisfação de todos, a chance é grande [de conquistar medalha]. Ela mexe com a gente, acredita no futebol brasileiro, em nós. Creio PIAmente (com ênfase no “Pia”) que chegamos na final — declarou Formiga.

Nas Paralimpíadas, a expectativa, está, entre outros, na experiência de atletas como o nadador Daniel Dias. Aos 33 anos, ele fará a sua última participação como atleta, e deixará um legado no desporto paralímpico do país, com a incrível marca (que poderá ser melhorada em Tóquio) de 14 medalhas de ouro, 7 de prata e 3 de bronze — além de ter recebido o Prêmio Laureus, maior honraria do esporte mundial, em 2009.

Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a previsão é de que 230 atletas (150 homens e 80 mulheres) se classifiquem às Paralimpíadas — 194 deles já estão garantidos. Até agora, o Brasil já tem representantes em 14 modalidades: atletismo, bocha, canoagem, ciclismo, hipismo, futebol de 5, goalball (feminino e masculino), natação, remo, parataekwondo, tiro esportivo, tiro com arco, tênis de mesa e vôlei sentado (feminino e masculino).

De acordo com o COB, são 272 classificados às Olimpíadas até o momento, com a possibilidade de novos classificados em: atletismo, basquete, judô, levantamento de pesos, tiro com arco, golfe, tênis e maratonas aquáticas.

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