Um morre e três ficam feridos em ato político em MS

Celso Bejarano
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BRASÍLIA — Um homem morreu e outras três pessoas foram feridas a bala em um ato político interrompido a tiros neste domingo, em Coronel Sapucaia (MS), região de fronteira com o Paraguai. A polícia faz diligências na manhã desta segunda-feira, mas até agora ninguém foi preso.

A candidata a prefeita Claudinha Maciel (PSD) conta que seu partido ia compartilhar adesivos a partir das 15h da tarde de domingo no local. Antes, o espaço estava reservado para outro candidato também ia distribuir adesivos da campanha.

— Mataram o tio de um de nossos candidatos agora, meu marido está atirado na cara e mais dois apoiadores nossos estão atirados. Orem por mim e por nossos companheiros do grupo 55 (PSD) e por todos da nossa cidade — disse ela em vídeo publicado nas suas redes sociais.

A candidata afirmou que participava de uma reunião em outro lugar quando soube dos disparos que atingiram inclusive seu marido. Ela foi até lá, e, chorando, gravou um vídeo narrando o que teria ocorrido, enquanto segura peças de roupas manchadas de sangue. Os feridos estão sendo atendidos no hospital municipal.

O boletim policial indica que diversas pessoas participavam do ato em frente a uma loja de conveniência. Dois homens que ocupavam uma motocicleta se aproximaram e o que seguia na garupa desceu já com a arma na mão.

O pistoleiro disparou diversos tiros que atingiram um homem identificado como Anibal Ortiz, de 45 anos, que seria tio de um candidato a vereador. Pessoas que estavam perto da vítima, que logo morreu no hospital, também foram baleadas.

Além do marido de Claudinha, estão entre os feridos uma mulher de 21 anos que atua em sua campanha eleitoral e outro homem de 62 anos, baleado na barriga. Nenhum corre risco de morte. A polícia achou no local 12 cápsulas de munição.

Coronel Sapucaia, de 15,3 mil habitantes, está a 400 quilômetros de Campo Grande (MS) e é separada de Capitan Bado, cidade paraguaia, por uma rua. Segundo a polícia, é comum a atuação de pistoleiros na região, principalmente por questões ligadas ao tráfico de droga. Pessoas ouvidas pelo GLOBO acreditam que após o crime os responsáveis podem ter atravessado a fronteira.