Um quadro de Di Cavalcanti sofre danos por ação de golpistas que invadiram Palácio do Planalto

Durante a ação de terror que golpistas bolsonaristas promoveram nas edificações da Praça dos Três Poderes, em Brasília (o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal) este domingo, importantes obras de arte da cultura brasileira acabaram sendo danificadas.

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No Planalto, segundo registros em redes sociais, os terroristas fizeram furos na tela 'As Mulatas' (1962), do modernista carioca Di Cavalcanti (1897-1976). No Congresso, os danos foram feitos ao vitral "Araguaia", da artista Marianne Peretti, que morreu no ano passado. Instalada no hall do Salão Verde da Câmara dos Deputados, a obra foi feita nos anos 1970, com jatos de areia e vidro temperado, pela artista plástica franco-brasileira, única mulher na equipe do arquiteto Oscar Niemeyer.

No STF, uma cadeira da presidente Rosa Weber, idealizada pelo designer Jorge Zalszupin, foi arrancada de seu lugar. Além disso, um crucifixo foi danificado e a escultura "A Justiça", de Alfredo Ceschiatti, de 1961, foi pichada. Segundo um funcionário do Congresso, os golpistas quebraram todas as vidraças do prédio e fizeram pichações.

Na última quinta-feira, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, apontou uma série de objetos danificados na residência oficial da presidência da República. Entre elas estaria uma outra obra de Di Cavalcanti, a tapeçaria "Músicos". A obra foi retirada da biblioteca para a instalação dos equipamentos usados nas lives do ex-presidente Jair Bolsonaro. E acabou desbotando, por ter ficado em um local onde recebia luz solar.