Um terço das cidades correm risco de ficar sem remédios do kit intubação nos próximos dias

Constança Tatsch
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RIO — Mais de 33% dos municípios, ou 975, afirmam que há risco de falta de medicamentos do “kit intubação”, segundo pesquisa semanal da Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgada nesta sexta-feira. Na semana passada, 1.207 cidades alertaram sobre o perigo.

A CNM questionou 5.568 municípios, dos quais 52,8%, ou 2.938, responderam. “Embora se identifique uma redução a cada semana, uma parcela considerável de municípios ainda corre o risco de não ter o kit para atender os pacientes com Covid-19 intubados”.

Levantamento com 71 hospitais da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) divulgado nesta quinta-feira mostra situação semelhante no setor: cerca de 30% dos hospitais privados têm estoque de anestésico e “kit intubação” para apenas cinco dias ou menos.

Sobre os anestésicos, a Anahp informa que hospitais privados de Atibaia (SP), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Joao Pessoa (PB), Juiz de Fora (MG), Niterói (RJ), Uberlândia (MG), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), São Paulo (SP) apresentam abastecimento crítico. No total, 20 instituições estão em situação grave em relação aos anestésicos, isso significa, com estoque inferior ou igual a cinco dias.

O levantamento mostra que estão no limite instituições de saúde das cidades de Atibaia (SP), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cariacica (ES), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Joao Pessoa (PB), Juiz de Fora (MG), Niterói (RJ), Uberlândia (MG), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Serra (ES), sendo que 22 hospitais estão em situação crítica, ou seja, com estoque inferior ou igual a cinco dias.

Sobre os anestésicos, a Anahp informa que hospitais privados de Atibaia (SP), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Joao Pessoa (PB), Juiz de Fora (MG), Niterói (RJ), Uberlândia (MG), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), São Paulo (SP) apresentam abastecimento crítico. No total, 20 instituições estão em situação grave em relação aos anestésicos, isso significa, com estoque inferior ou igual a cinco dias.

Falta de oxigênio

A pesquisa da Confederação Nacional de Municípios também questionou sobre a falta de oxigênio. Dos municípios que deram retorno, 13,3% afirmaram haver o risco iminente de falta, ou 391 cidades.

O dado também aponta uma queda em relação às semanas anteriores. Na sexta-feira passada, dia 9, 589 municípios relataram risco.

Vacinação

Questionados sobre a vacinação, 49,3% dos municípios pesquisados afirmam estar guardando vacinas para a aplicação da segunda dose, e 48,5% estão aplicando tudo o que chega nos grupos definidos e aguardando que no prazo hábil o governo federal envie as doses necessárias.

Os gestores também foram questionados se estavam armazenando vacinas, que não fossem destinadas à segunda dose e os resultados indicam que 94,9% não estão adotando essa prática. Portanto, toda a vacina que chega às cidades é aplicada na população, e somente 2,9% dos respondentes informaram que têm algum estoque.

Houve ainda uma pergunta se todos os frascos recebidos têm rendido as dez aplicações: 1.516 afirmam ter recebido doses com menos aplicações e 107 afirmam ter tido problemas com a extração do líquido do frasco.