Um ‘Voo livre’, uma ‘Metrópole’ e ‘Sete cantos’: os lançamentos musicais da semana

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RIO — Em tempos de isolamento social compulsório, o grupo Papagaio Sabido queria mesmo era falar de liberdade em seu novo disco, “Voo livre”, que acaba de ser lançado nas plataformas digitais. O trabalho traz 12 faixas autorais com temáticas como preconceito, racismo estrutural, meritocracia e respeito ao próximo. O álbum, produzido Daniel Wally e pelos próprios integrantes do grupo, tem a pandemia no DNA.

— A pré-produção aconteceu praticamente toda de forma remota. Cada integrante trazia sua ideia, e, aos poucos, íamos criando juntos melodias, harmonias, tons, ritmos, arranjos e até mesmo convenções por aplicativos de conversa. No começo, foi muito difícil, mas conseguimos planejar cada passo, até o momento de ensaiar no estúdio e gravar — comenta Pedro Santos, vocalista da banda e morador de Botafogo.

Por falar em DNA, o do baterista de Alfredo Dias Gomes é de peso... E o filho de Dias Gomes e Janete Clair acaba de lançar nas plataformas digitais seu 13º trabalho solo: o álbum “Metrópole”, instrumental e autoral, gravado no estúdio de sua casa, na Lagoa. A masterização foi feita no icônico Abbey Road Studios, em Londres, pelo engenheiro de som Andy Walter, responsável por discos de artistas como David Bowie, Jimmy Page, Coldplay, The Who e The Beatles.

— No final do ano passado, comecei a compor para o novo disco e mantive o estilo jazzístico do último trabalho (“Jazz standards”). Mas, em “Metrópole”, também toco teclado, além de bateria — conta o músico, que já acompanhou nomes como Ivan Lins, Hermeto Pascoal, Lulu Santos e Heróis da Resistência.

E quem puxa aos seus não degenera mesmo. Filha de Marcelo Misailidis, primeiro bailarino do Teatro Municipal e consagrado coreógrafo do carnaval carioca, Fernanda Misailidis, atriz, cantora e compositora, é outra que está lançando um novo trabalho, o single “Sete cantos”, também disponível nas plataformas digitais. O lançamento é pelo Selo Caravela, com distribuição da Warner Music Brasil.

— A depressão, a sensação de claustrofobia da cidade grande, o excesso de trabalho que a sociedade induz e a cultura da produtividade desenfreada foram as minhas inspirações para esta música. A depressão é a doença do século. Embora muitas pessoas que estejam neste lugar não enxerguem, existe uma luz. Eu quero impactar positivamente a vida delas — conta a artista, que mora no Flamengo e integrou o elenco de espetáculos como o musical “A noviça rebelde”, de Charles Moeller e Cláudio Botelho.

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