Uma semana do desaparecimento de Dom e Bruno no Amazonas: o que se sabe

Manifestantes seguram cartazes enquanto protestam após o desaparecimento, na Amazônia, do jornalista Dom Phillips e do ativista Bruno Araujo Pereira, em frente à Embaixada do Brasil em Londres, Grã-Bretanha, 9 de junho de 2022. (Foto: REUTERS/Toby Melville)
Manifestantes seguram cartazes enquanto protestam após o desaparecimento, na Amazônia, do jornalista Dom Phillips e do ativista Bruno Araujo Pereira, em frente à Embaixada do Brasil em Londres, Grã-Bretanha, 9 de junho de 2022. (Foto: REUTERS/Toby Melville)

O desaparecimento do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips completa uma semana neste domingo (12). Os dois sumiram no último domingo (5), quando navegavam pela Terra Indígena Vale Javari, no Amazonas.

A área onde eles desapareceram é é alvo constante de conflitos relacionados a tráfico de drogas, roubo de madeira e garimpo ilegal.

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) deu início às buscas no domingo (5), quando os dois não chegaram ao destino final em Atalaia do Norte. No dia seguinte (6), a organização comunicou as autoridades do sumiço.

De acordo com o G1, o Exército, a Marinha, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e a Polícia Federal participam das buscas pelo jornalista e pelo indigenista. O Exército atua desde a tarde de segunda (6), na região do Vale do Javari, com combatentes de selva da 16º Brigada de Infantaria de Selva, sediada em Tefé (AM). O grupo conta com cerca de 250 homens, com militares especialistas em operações em ambiente de selva que conhecem o terreno onde acontecem as buscas. Duas aeronaves, três drones e 20 viaturas foram deslocadas ao local para auxiliar as investigações.

O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, declarou, durante uma audiência na Câmara na quarta-feira (8), que não tem "noção do que tenha acontecido".

O superintendente da Polícia Federal (PF) no Amazonas, Eduardo Fontes, disse, em uma coletiva de imprensa na quarta-feira (8), que nenhuma linha de investigação foi descartada. A PF também instaurou um inquérito para apurar o caso.

Na sexta-feira (10), a Univaja disse que solicitou apoio da Embaixada do Peru no Brasil, para buscas por Bruno Pereira e Dom Phillips, nas áreas de fronteira no território peruano próximas ao lugar do desaparecimento. Também na sexta, equipes que trabalham na localização de Bruno e Dom, relataram que encontraram um "material orgânico aparentemente humano", no rio, próximo ao porto de Atalaia do Norte. O material foi encaminhado para análise pericial pelo Instituto Nacional de Criminalística da PF.

No sábado (11), o Corpo de Bombeiros descartou que a escavação encontrada às margens do rio Itaquaí, onde Bruno e Dom Phillips foram vistos pela última, tenha relação com o sumiço da dupla, na Amazônia.

O pescador Amarildo da Costa de Oliveira, de 41 anos, conhecido como "Pelado", é um dos suspeitos de participação no desaparecimento do jornalista e do indigenista. Testemunhas relataram que viram Amarildo passando de barco com uma arma logo após a lancha da dupla desaparecida. Ele está preso temporariamente.

O desaparecimento

Bruno e Phillips foram vistos pela última vez na comunidade São Rafael por volta das 6h de domingo. No local eles conversaram com a esposa do líder comunitário apelidado de Churrasco. Em seguida, partiram rumo à Atalaia do Norte, viagem que costuma levar duas horas, mas não chegaram ao destino.

Eles viajavam com uma embarcação nova, de 40 cavalos, e 70 litros de gasolina, o suficiente para a viagem.

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