Entidades marcam novos atos contra Bolsonaro para 19 de junho

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Thousands of people occupied Avenida Paulista in front of the Museum of Modern Ar to protest against Brazilian President Jair Bolsonaro in Sao Paulo, Brazil, May 29, 2021. (Photo by Felipe Beltrame/NurPhoto via Getty Images)
Foto: Felipe Beltrame/NurPhoto via Getty Images
  • Entidade estava entre principais organizadores dos protestos de 29 de maio

  • Pautas são o acesso à vacina, cortes na Educação e impeachment de Bolsonaro

  • Últimos protestos levaram milhares às ruas em plena pandemia

A União Nacional dos Estudantes (UNE) anunciou nesta quarta-feira (2) a data da próxima mobilização de rua para o dia 19 de junho. A UNE foi uma das principais organizadoras dos protestos que ocorreram no sábado, dia 29 de maio, em pelo menos 180 cidades do Brasil e exterior.

A data foi debatida e aprovada em reunião da diretoria das principais entidade. Apoiam a paralização, até o momento, a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

Além das entidades, a campanha Fora, Bolsonaro, fórum que reúne diversas organizações, também endossou o chamado. 

As principais reivindicações das entidades são o acesso à vacina, a “negligência” no trato à pandemia pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o fim dos cortes no orçamento da Educação e da Ciência.

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Os cortes na área de Educação e Ciência já afetam instituições como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), de acordo com a UNE. A UFRJ foi alvo de pedido de extinção, protocolado pelo deputado Anderson Moraes (PSL-RJ), argumentando gasto e aparelhamento ideológico.

Além disso, está na pauta também a volta do auxílio emergencial de R$ 600 e o fim da violência policial.

As manifestações ocorridas no dia 29 de maio levaram milhares de pessoas a pelo menos 180 municípios do país e do mundo em meio à pandemia. Na Av. Paulista, em São Paulo, os organizadores estimam que ao menos 80 mil pessoas se reuniram. Os manifestantes usavam máscaras, mas houve pontos de aglomeração.

"Organizaremos plenárias, mobilizações simbólicas e outras ações até lá e as recomendações continuam: uso de máscara, com distribuição gratuita nos atos, estratégias de distanciamento e álcool em gel", afirma Iago Montalvão, presidente da UNE.

O conjunto das entidades organizou mobilizações conhecidas como Tsunami da Educação em 2019, em resposta a cortes no orçamento das Universidades Federais.

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