União Brasil desbanca MDB e terá vice de Garcia em São Paulo

O governador de São Paulo e candidato do PSDB à reeleição, Rodrigo Garcia (PSDB), indicou a aliados nesta quarta-feira que o vice de sua chapa será o deputado federal Geninho Zuliani (União Brasil). Com o acerto, o MDB, que travava uma disputa pela vice com o União Brasil, acabou desbancado, e deve ficar com a indicação ao Senado.

Pesou a favor de Zuliani o fato de o União Brasil praticamente dobrar o tempo de televisão de Garcia, que com o apoio da sigla vai ultrapassar 4 minutos no horário eleitoral gratuito. Além disso, o deputado é tido como nome de confiança do governador. Os dois se conhecem desde quando o governador integrava o antigo DEM.

A informação ainda não foi confirmada por Garcia, mas lideranças do PSDB já dão como certa a chapa com o União Brasil. A sigla presidida por Luciano Bivar ameaçava romper com o governador e apoiar o candidato petista ao Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad (PT), que lidera as pesquisas de opinião na corrida ao governo estadual. Garcia deve oficializar a decisão nesta quinta-feira.

A expectativa é que o MDB fique com a vaga ao Senado. O mais cotado é o ex-secretário municipal de Saúde Edson Aparecido, que também tentava ser vice do governador.

A definição gerou atritos entre MDB e o PSDB e irritou o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que cobrava o cumprimento de um combinado entre as legendas para a coligação com Aparecido.

De acordo com os emedebistas, Garcia havia selado um acordo com o ex-prefeito Bruno Covas, morto no ano passado, para a escolha do nome do vice, tarefa que agora caberia ao prefeito da capital. Não por acaso, Aparecido, que é um dos fundadores do PSDB, deixou o partido há três meses para ser vice do governador. A saída contou com o aval de nomes da cúpula tucana, como o senador Tasso Jereissati (CE), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo.

O acerto desta quarta-feira estaria vinculado ao apoio à reeleição de Nunes à prefeitura em 2024. O prefeito de São Paulo teme que os tucanos lancem um nome para a sua sucessão.

A indicação de Geninho não foi uma unanimidade dentro do União Brasil, que cogitou outros nomes para a vaga, como o ex-ministro Henrique Meirelles e o deputado federal Alexandre Leite.

Geninho, no entanto, trabalhou como assessor de Garcia e, assim como o governador, foi filiado ao DEM. É considerado um nome de confiança do candidato à reeleição.

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