União Brasil lança candidatura de senadora Soraya Thronicke ao Planalto

Deputado Luciano Bivar, presidente do União Brasil

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - O União Brasil lançou a candidatura da senadora Soraya Thronicke (MS) à Presidência da República nesta terça-feira, em um movimento já esperado após a desistência do presidente da legenda, deputado Luciano Bivar (PE) de concorrer ao posto.

A composição completa da chapa, no entanto, ainda não está definida, ao passo em que o partido, titular de volumoso fundo eleitoral, tem mantido conversa com outras siglas, articulação tocada pelo vice-presidente do União Brasil, Antônio de Rueda.

"A ideia primordial agora é que possamos atrair outros partidos", disse a senadora a jornalistas.

"Estamos conversando com vários partidos, até sexta-feira a gente consegue equalizar tudo isso."

Thronicke e Bivar esquivaram-se de determinar um público específico para a candidatura da senadora, e não disseram se têm como alvo os eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), primeiro colocado nas pesquisas, ou do atual presidente e candidato a reeleição Jair Bolsonaro (PL), em segundo lugar.

Questionada sobre tema que vem sendo martelado por Bolsonaro --ele questiona, sem provas, a segurança do sistema eletrônico de votação--, a candidata do União disse confiar na transparência da Justiça Eleitoral e nos instrumentos de auditoria de votos oferecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"Estamos plenamente satisfeitos com tudo o que nos foi apresentado", disse a senadora, ao comentar que integra comissão de transparência criada pela corte eleitoral.

"O TSE já se mostrou absolutamente aberto... Nós estamos bastante tranquilos em relação a isso porque já temos acesso a tudo o que é necessário para acompanhar as eleições de 2022", disse, destacando o fato de ter sido eleita pelo atual sistema.

Thronicke se posicionou sobre as urnas eletrônicas de maneira diversa à de Bolsonaro, mas lembrou que integra o campo liberal em termos econômicos.

Bivar, por sua vez, afirmou que a cúpula do partido não sentou para negociar com o PT. Não descartou, no entanto, que tenham ocorrido "conversas paralelas" dado tamanho do partido.

O presidente da sigla disse ainda que o União está fechado com a candidatura de Rodrigo Garcia (PSDB) ao governo de São Paulo.

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