União Europeia aprova vacina da Moderna contra Covid-19

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BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - A Agência Europeia de Medicamentos aprovou nesta quarta (6) sua segunda vacina contra Covid-19, a desenvolvida pela empresa americana Moderna, em associação com o Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos EUA. O produto não faz parte do programa de vacinação contra Covid-19 nem do governo federal brasileiro, que prioriza a vacina de Oxford/AstraZeneca, nem do governo paulista, que se baseia na Coronavac (também encomendada pelo governo federal). Na Europa, a expectativa é que a aprovação destrave parte dos gargalos que estão atrasando a vacinação em massa no bloco, iniciada no final de dezembro. Até agora, a UE só havia aprovado o imunizante produzido pela americana Pfizer em associação com a alemã BioNTech, em 21 dezembro. Embora o imunizante da Moderna também precise de ultracongelamento, ele se conserva em temperatura de -20ºC, menos gelada que os -70º C exigidos pelo da Pfizer. Também se mantém estável em refrigeradores comuns por até 30 dias (contra apenas 5 dias no caso da Pfizer), o que torna menos complexa as operações de armazenamento e transporte. Há dúvidas, porém, sobre a capacidade de fornecimento da fabricante. No início de dezembro, a empresa previu a entrega de entre 15 milhões e 25 milhões de doses no primeiro trimestre para todo o resto do mundo fora dos EUA, bem abaixo dos 160 milhões de doses contratadas pela UE. Em comunicado posterior, a empresa afirmou que poderia fornecer de 500 milhões a 600 milhões de vacinas em todo o mundo até o final de 2021, sem especificar para que clientes seriam enviadas. O primeiro-ministro português, António Costa, que neste semestre ocupa a presidência rotativa da União Europeia, afirmou que será preciso todo este ano para vacinar os 450 milhões de residentes do bloco. "Nem se produzem 450 milhões de vacinas num só dia, nem se administram 450 milhões de vacinas num só dia. Por isso este vai ser um processo que vai durar todo o ano de 2021”, disse ele Segundo Costa, que citou a imunização como prioridade de seu termo, a maior parte das vacinas será aplicada entre o segundo e o terceiro trimestres. “É preciso saber gerir a ansiedade.” A Comissão Europeia (Poder Executivo da UE) ainda tem que assinar a recomendação da EMA, o que deve acontecer ainda nesta quarta. A vacina da Moderna demonstrou ser segura e ter eficácia de 94% em maiores de 18 anos, e já vem sendo usada pelos Estados Unidos desde dezembro. É a mais cara entre as opções disponíveis, segundo dados do governo belga, publicados por engano. Cada ampola da Moderna custou à UE US$ 18 (cerca de R$ 96), contra 12 euros (R$ 79) no caso da Pfizer e 1,78 euro (R$ 12) no caso da Oxford.

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