Após corte russo, União Europeia chega a acordo para cortar consumo de gás em até 15%

Os 27 países da União Europeia (UE) venceram os impasses e chegaram a um acordo político nesta terça-feira para reduzir voluntariamente seu consumo de de gás em 15% nos próximos oito meses, em uma tentativa de reduzir sua dependência energética da Rússia durante o inverno boreal. O plano é uma versão atenuada da proposta inicial, abrindo exceções para Estados antes reticentes, mas houve consenso para racionamentos obrigatório em emergências.

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Um dos cenários excepcionais seria uma interrupção total no fornecimento russo de combustível, algo que o bloco teme ser iminente e que teria consequências drásticas para a economia e a sociedade europeias. O medo que se acentuou após Moscou anunciar na segunda que reduziria ainda mais o fluxo de combustível enviado para a Alemanha: passará dos já baixos 40% para cerca de 20%.

Mesmo abrandado, contudo, o pacto é entendido como um sinal positivo para o bloco administrar sua dependência energética de Moscou, de quem importava até o ano passado cerca de 40% do gás que consumia. Os ministros da Energia concordaram com a proposta em uma reunião em Bruxelas, anunciou a República Tcheca, que ocupa a Presidência rotativa do bloco, pouco antes do Conselho de Ministros do bloco divulgar uma nota:

"Em um esforço para reforçar a segurança energética da UE, os países-membros chegaram a um acordo para reduzir voluntariamente a demanda de gás em 15% neste inverno. O regulamento do Conselho também prevê a possibilidade de ativar um 'alerta da União' para a segurança da oferta, em que a redução na demanda de gás seria obrigatória", diz o comunicado. "O propósito da redução é economizar antes do inverno em preparação para possíveis disrupções no fornecimento da Rússia, que continua a usá-lo como uma arma."

De acordo com o primeiro-ministro de Luxemburgo, Claude Turmes, apenas o governo da Hungria — uma antiga pedra no sapato de Bruxelas em assuntos que vão do estado de Direito à guerra na Ucrânia — votou contra a medida nesta segunda, que não precisava do aval unânime dos 27 países-membros do bloco, mas apenas de uma maioria simples. Antes de ser implementado, o documento ainda precisará do aval dos embaixadores da UE, algo que não deve ser um obstáculo.

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