União Europeia critica assassinato de jornalista em Malta

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A Comissão Europeia afirmou nesta terça-feira que está "horrorizada" com o assassinato de Daphne Caruana Galizia, uma jornalista de Malta que denunciava a corrupção em seu país e que morreu na explosão de uma bomba em seu carro.

"Estamos horrorizados com o fato de que uma jornalista conhecida e respeitada, a senhora Daphne Caruana Galizia, perdeu a vida no que parece ter sido um ataque especificamente dirigido contra ela", disse o porta-voz do Executivo europeu, Margaritis Schinas.

"É um ato escandaloso. Agora esperamos que se faça justiça", disse.

Caruana Galizia "era uma pioneira do jornalismo investigativo em Malta", disse o porta-voz, antes de afirmar que o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, e seus comissários "condenam com a máxima firmeza este ataque".

O filho da jornalista, Matthew Caruana Galizia, que também é membro do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), acusou nesta terça-feira as autoridades de Malta de cumplicidade no assassinato.

"Vocês são cúmplices, são responsáveis", escreveu no Facebook.