União Europeia nega estar avaliando vacina russa contra Covid-19

ANA ESTELA DE SOUSA PINTO
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BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - A EMA (Agência Europeia de Medicamentos) afirmou nesta quarta (10) que não está avaliando pedido de autorização para a vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. A afirmação havia sido feita na segunda-feira pelo Fundo Russo de Investimento Direto, que bancou a produção e distribuição do imunizante. A reportagem entrou em contato com o fundo por telefone e por email nesta tarde, mas não havia conseguido contato até as 20h (horário local, 14h no Brasil). De acordo com a agência regulatória europeia, os desenvolvedores receberam apenas aconselhamento científico e ainda não entraram com um pedido de autorização. Os desenvolvedores requisitaram à EMA que a vacina entrasse em revisão contínua, procedimento adotado em emergências, como a atual pandemia. A revisão contínua permite que a agência europeia avalie os dados à medida que são disponibilizados, enquanto o desenvolvimento ainda está em andamento, o que agiliza futuramente o procedimento formal de autorização para introdução no mercado. De acordo com balanço atualizado no site da EMA, no momento estão sendo avaliadas as vacinas da Novavax e da Janssen. Embora ainda não tenha sido autorizada pelo bloco, a vacina russa já está sendo usada na União Europeia, pela Hungria, que aprovou seu uso emergencial, mesmo sem ela ter sido autorizada pela EMA. A União Europeia, porém, reafirmou nesta quarta que não pretende comprar nem distribuir o produto russo. No Brasil, a Sputnik V também está no centro de uma polêmica política, após MP que reduz para cinco dias o prazo de aprovação, pela Anvisa, de vacinas aprovadas por agências regulatórias de vigilância sanitária de outros países. A proposta inclui órgãos dos Estados Unidos, União Europeia, Japão, China, Rússia e Argentina, o que permitiria agilizar a concessão de autorização para a Sputnik V. Objeto de intenso lobby político, a vacina do Instituto Gamaleya tem sido vista como nova aposta do governo federal. A Anvisa criticou a tentativa de acelerar a aprovação do imunizante.