União Europeia pede a seus cidadãos que economizem energia para evitar problemas à frente

A União Europeia deve priorizar ações de economia de energia no verão do Hemisfério Norte para evitar que a indústria precise reduzir o consumo no inverno, de acordo com a comissária de Energia do bloco, Kadri Simson.

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Um corte total do fornecimento de gás russo tornaria “difícil” a tarefa do bloco de abastecer seus reservatórios em até 80% da capacidade até o início de novembro, um patamar considerado adequado, como afirmou Simson em entrevista à Bloomberg TV. Residências e negócios não devem usar tanto o ar-condicionado como em outros anos, em outra medida para economizar energia antes do inverno no Hemisfério Norte.

— Se houver um corte, temos que dar prioridade à economia — disse Simson. — Reduções voluntárias prévias não só na indústria, mas entre a população em geral, também pode ajudar, seriam capazes de evitar que, no meio do inverno, alguns setores tenham que cortar parte de suas atividades.

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A União Europeia está em alerta máximo para uma redução prolongada dos suprimentos de gás vindos da Rússia, no momento em que o gasoduto Nord Stream 1 passa por uma manutenção anual.

Muitos temem que as operações não sejam retomadas após o fim do período de obras, na quinta-feira da semana que vem, o que daria início a uma corrida por fontes alternativas e deixaria no ar a possibilidade de problemas no fornecimento de energia no final do ano, com efeitos diretos na economia.

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A Comissão Europeia deve anunciar um plano para reduzir a demanda energética na próxima semana, enquanto ministros da Energia do bloco vão se reunir, no fim do mês, para discutir maneiras para enfrentar um potencial fim dos suprimentos de gás russo. O ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, disse, no final de semana, que esse cenário agora é o mais provável.

Diante disso, surgiram temores de que o bloco possa entrar em recessão, com o euro atingindo a paridade com o dólar pela primeira vez desde 2002. O mercado de gás também sugere que os preços devem se manter elevados até 2024, impulsionando as previsões sobre a inflação.

— Se há uma demanda global que não está sendo atendida pela produção, estamos em uma situação na qual os preços permanecerão elevados por um longo período — declarou Simson, referindo-se aos mercados internacionais de gás. — Se conseguirmos reduzir a demanda, se o consumo cair, então isso também deve ter impacto nos preços do gás.

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