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Presidente do PCdoB defende 'frente amplíssima' para enfrentar Bolsonaro

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  • Em entrevista ao Yahoo! Notícias, presidente do PCdoB, Luciana Santos, defende união dos partidos de esquerda em 2022

  • “União na esquerda em 2022 é mais que possível, é necessária”, diz a também vice-governadora de PE

  • Já para derrotar Bolsonaro, ela acredita na formação de uma frente ampla, para além da esquerda

Para a presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, a união dos partidos de esquerda na eleição presidencial de 2022 é fundamental para enfrentar o atual presidente Jair Bolsonaro.

“Mais que possível, ela é necessária, diante de um contexto com diversos retrocessos, que é o governo de Jair Bolsonaro”, afirmou Luciana Santos, que também é vice-governadora de Pernambuco, em entrevista ao Yahoo! Notícias, nesta segunda-feira (25).

Manuela DAvila (à esquerda) e a presidente do PCdoB, Luciana Santos (à direita)
Presidente do PCdoB, Luciana Santos, defende união na esquerda para disputar a eleição presidencial em 2022 (Photo EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

“Isso tudo nós precisamos ter a capacidade política de entender que é preciso ter unidade entre nós e ir para além da esquerda. Nós precisamos atrair também segmentos do centro da política para poder enfrentar um adversário que, apesar de tudo isso, é um adversário resiliente, que tem uma base social muito sólida e que nós precisamos ter força para enfrentar”.

No entanto, ela faz questão de ressaltar que são duas formações de frentes distintas: uma visando à Presidência da República em 2022 e outra, de oposição ao governo de Jair Bolsonaro.

“Uma coisa é a frente para o projeto de 2022 e a outra, é a frente de hoje. Essa frente para desmascarar e isolar Bolsonaro”, explicou.

O mais provável é que essa aliança para as eleições de 2022 no campo da esquerda se dê em torno do nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas a presidente do PCdoB destaca que a candidatura do petista ainda não está definida.

“Não temos definição ainda de candidaturas para 2022. Nas conversas que temos com Lula e com o PT, o próprio Lula ainda não assume lançou, embora há movimentação e a própria elegibilidade de Lula rearrumou muito o tabuleiro da política para 2022 no Brasil”, declarou Luciana Santos.

“Mas ainda é cedo para definir candidaturas”, acrescentou.

Na entendimento dela, a possibilidade das federações partidárias vai promover um “rebuliço no arranjo de forças políticas no Brasil”. O mecanismo foi aprovado recentemente pelo Congresso e permite a união de partidos que têm afinidade programática para disputarem a eleição e atuarem, durante o mandato, como uma só legenda.

Briga entre Ciro e Lula

Uma das barreiras na formação de uma frente ampla entre os partidos de esquerda é a candidatura de Ciro Gomes (PDT). Candidato a presidente, Ciro tem intensificado o discurso antipetista e atacado os ex-presidentes Lula e Dilma Roussef.

“É lamentável esse ambiente radicalizado entre nós. Eu acho que as nossas diferenças existem, mas muitos atores na política têm procurado aproximação, em fazer que essas diferenças não se sobreponham ao nosso objetivo principal, que é mudar essa agenda tão nefasta para o Brasil. Acho que temos mais coisas que nos unem do que nos dividem. E o esforço do PCdoB é para que aumente a convergência para nosso projeto de país”, avaliou.

Protestos contra Bolsonaro

Ao Yahoo! Notícias, a vice-governadora disse que haverá uma reunião nesta terça-feira (26) entre os presidentes de partidos para definir sobre o protesto contra Bolsonaro. A discussão gira, inicialmente, entre as datas: 15 de novembro ou 20 de novembro.

Uma manifestante segura uma placa 'Fora Bolsonaro' na Praça dos Três Poderes, em Brasília
Protestos contra o presidente Jair Bolsonaro devem unir frente ampla (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)

“Acho que o principal é a gente fazer uma construção política, um debate junto às forças políticas no sentido de que, para haver o crescimento, para que essas manifestações tenham uma cara da frente ampla que o Brasil precisa, a gente vai precisar respeitar os contrários. Ter uma convivência democrática. O que não ocorreu no dia 2 de outubro, lamentavelmente”.

"Mas o nosso esforço é exatamente persistir na necessidade de a gente juntar todos que se incomodam com Bolsonaro. Aliás nós conseguimos fazer isso quando unificamos o pedido de impeachment. Estavam lá do PSOL ao Kim Kataguiri, a Joice, o Alexandre Frota [deputados federais]. Que são forças que pensam de maneira completamente diferente em relação à nossa agenda de Brasil”, disse.

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