Universidade de Hong Kong retira obra em homenagem a vítimas do massacre na Praça da Paz Celestial

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A universidade mais antiga de Hong Kong iniciou, na madrugada desta quinta-feira (23), a remoção da obra Pilar da Vergonha, Jens Galschiot, uma escultura em memória das vítimas da Praça da Paz Celestial de Pequim.

A operação noturna para remover a estátua foi criticada por ativistas pró-democracia de Hong Kong e um ex-estudante que sobreviveu ao massacre de Tiananmen (Paz Celestial) a chamou de "ato desprezível". A escultura, chamada Pilar da Vergonha, de oito metros de altura e obra de Jens Galschiot, estava no campus da Universidade de Hong Kong (HKU) desde 1997, ano em que a ex-colônia britânica foi parcialmente devolvida à China pelo Reino Unido.

Em outubro, funcionários da instituição ordenaram a remoção da obra, que retrata 50 rostos angustiados e corpos dilacerados empilhados uns sobre os outros. A obra é uma homenagem aos manifestantes pró-democracia mortos por tropas chinesas em 1989. Lâminas de plástico foram colocadas sobre o monumento que também foi cercado por barreiras.

Seguranças impediram a aproximação dos jornalistas, ao mesmo tempo que tentavam evitar filmagens. Pedreiros em capacetes foram vistos manobrando um guindaste para remover uma grande parte da escultura, envolvida em plástico, para um contêiner próximo. Em um comunicado, a instituição afirmou que a estátua seria armazenada. A universidade também alega que nunca deu autorização formal para a exposição da escultura e baseia a retirada em um decreto do período colonial.

Escultor se oferece para recuperar obra

(Com informações da AFP)


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