Universidade do Rio suspende aula após ameaças na internet

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) suspendeu as aulas desta segunda (20) e terça (21) de seus dois campi no bairro da Urca, na zona sul da capital fluminense. A decisão foi tomada devido a postagens com ameaças feitas na internet por um suposto aluno da instituição.

Segundo a reitoria, a polícia já foi acionada para apurar o caso. Nos outros campi, as aulas e atividades continuam normalmente.

Ainda não há uma decisão de os dois campi afetados vão reabrir na quarta (22) ou permanecerão fechados.

A direção da universidade não revelou detalhes sobre o fechamento das unidades. Apenas informou, em nota, que "recentes fatos relatados em postagens na internet com conteúdo de risco" foram o motivo para a ação no domingo, sem explicar o conteúdo das mensagens.

A Unirio não divulgou o nome do suposto aluno que teria feito as ameaças na internet. Ainda segundo a reitoria, a decisão de suspender as aulas nos dois campi foi tomada para preservar a segurança da comunidade acadêmica, de funcionários e de colaboradores. Pelos dois locais circulam em média 3.000 pessoas diariamente.

A suspensão afetou as aulas dos cursos dos alunos e funcionários do CCET (Centro do Ciências Exatas e de Tecnologia), do CLA (Centro de Letras e Artes), do CCH (Centro de Ciências Humanas e Sociais) e do CCBS (Centro de Ciências Biológicas e da Saúde/Instituto de Biociências -Ibio).

A biblioteca central e o restaurante universitário também foram fechados depois da ameaça publicada pelo estudante.

A estrutura da Unirio é uma das maiores do estado, com cinco campi, oito bibliotecas e 106 laboratórios.

Ela oferece formações em 25 cursos, além de atendimentos no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. No segundo semestre de 2021, a instituição tinha 15.253 alunos matriculados em seus cursos de graduação.

Assim como a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a Unirio é uma das instituições federais de ensino que deve sofrer com o corte orçamentário de R$ 3,2 bilhões do MEC (Ministério da Educação), anunciado em maio pelo governo federal.

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