Universidade de Wüppertal: ministro da Educação não recebeu título de pós-doutorado na Alemanha

Karina Gomes, de Hamburgo, Especial para O GLOBO*
·2 minuto de leitura
Carlos Alberto Decotelli é o novo ministro da Educaçao
Carlos Alberto Decotelli é o novo ministro da Educaçao

BONN, ALEMANHA - O novo titular da pasta da Educação, Carlos Alberto Decotelli, não obteve um título de pós-doutor pela Universidade de Wüppertal, no oeste da Alemanha, como divulgado na última sexta-feira (26/06) pelo Ministério da Educação (MEC).

Em nota enviada ao GLOBO, a instituição alemã esclareceu que o ministro conduziu pesquisas na universidade por um período de três meses em 2016, mas não concluiu nenhum programa de pós-doutoramento.

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"Carlos Decotelli não obteve nenhum título na nossa universidade", afirmou a responsável pela comunicação da Bergische Universität Wüppertal (BUW), Jasmine Ait-Djoudi. A universidade alemã oferece cerca de 110 cursos em diversas áreas e tem mais de 22 mil estudantes.

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No currículo disponível na plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Decotelli descreve que frequentou a universidade alemã entre 2015 e 2017 e que recebeu o título de pós-douto

Um pós-doutorado não é um título acadêmico formal, mas é um termo usado em referência a pesquisas feitas após um acadêmico obter um título de doutor.

O GLOBO entrou em contato o MEC e aguarda a posição de Decotelli.

Essa não é a primeira informação incorreta presente no currículo do sucessor do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub. Na última sexta-feira, o reitor da Universidade Nacional de Rosario (Argentina), Franco Bartolacci, informou que Decotelli não obteve um título de doutor em administração da Faculdade de Ciências Econômicas e Estatísticas e confirmou que a tese de doutorado foi reprovada.

O título de mestre do novo ministro da Educação também levanta suspeitas. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) apura um eventual plágio na dissertação de mestrado de Decotelli, que frequentou o curso em Administração profissional na FGV entre 2006 e 2008.

* Colaborou Natalia Portinari, de Brasília

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