Universidades federais do RJ temem fechar as portas com novos cortes

Universidades federais do Rio de Janeiro, como a UFRJ, temem fechar após bloqueio de verbas promovido pelo governo federal (Foto: Getty Images)
Universidades federais do Rio de Janeiro, como a UFRJ, temem fechar após bloqueio de verbas promovido pelo governo federal (Foto: Getty Images)

O governo federal bloqueou R$ 300 milhões em recursos para universidades federais e, com o corte, universidades federais do Rio de Janeiro temem fechar as portas.

Ao portal g1, o pró-reitor de planejamento, desenvolvimento e finanças da UFRJ, Eduardo Raupp, afirmou que o dinheiro – agora bloqueado – é usado para pagar serviços básicos, como limpeza, água, luz e outros. Sem o dinheiro, a universidade considera quase impossível manter a universidade aberta ainda em 2022.

“O risco é real, catastrófico, porque nós não teremos condições de fazer o pagamento dos serviços básicos de funcionamento da universidade. Nós tínhamos, no momento, cerca de R$ 20 milhões para fazer funcionar até o final do ano já com muita dificuldade, foram cortados agora R$ 18 milhões. Então, não temos como pagar água, luz, limpeza, segurança, os serviços terceirizados”, declarou Raupp.

Com o bloqueio, a UFRJ perdeu R$ 18 milhões, segundo levantamento do g1. A perca acumulada com outros cortes deste ano chega a 41 milhões. A Universidade Federal do Rio de Janeiro tem 65 mil estudantes, 170 cursos de graduação, 315 de especialização e outros 224 programas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Além disso, a UFRJ tem um complexo hospitalar com 8 unidades de saúde.

As outras unidades que devem sofrer problemas com os cortes são a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que tem 54 mil alunos, a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) e a Universidade Federal Fluminense (UFF).

A UniRio, que tem 15 mil estudantes, perderá R$ 3 milhões com o novo bloqueio, enquanto a UFF, com 45 mil estudantes, perdeu R$ 7 milhões só em 2022.

Segundo o g1, reitores das universidades também temem que o bloqueio impeça o pagamento de bolsas estudantis e repasses para pesquisas.