UPP da Vila Cruzeiro teve troca de policiais no dia da operação

Policiais chegam ao Hospital Getúlio Vargas, onde foram atendidas vítimas da operação na Vila Cruzeiro. Foto: AP Photo/Bruna Prado.
Policiais chegam ao Hospital Getúlio Vargas, onde foram atendidas vítimas da operação na Vila Cruzeiro. Foto: AP Photo/Bruna Prado.
  • 96 agentes foram substituídos

  • Comando da unidade da Vila Cruzeiro também foi trocado

  • Polícia Militar nega relação entre operação e trocas na UPP

A Polícia Militar trocou todos os 96 agentes que atuavam na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, no mesmo dia da operação na comunidade que acabou com 23 mortos. Segundo a corporação, a troca não teria relação com operação policial.

Também foi trocada, no dia 18 de maio, o comando da UPP. A substituição, no entanto, só entrou em vigor no dia seguinte à operação, que ocorreu na última segunda-feira (23). Com a troca, o capitão Gian Silva Santos ficou à frente da unidade, no lugar do capitão Luciano Fabrício Monteiro da Silva, que foi para o comando da unidade da Vila do João.

No dia da operação, os 96 agentes da unidade na Penha também foram transferidos para a Vila João. Em troca, 96 agentes daquela unidade foram para a UPP da Vila Cruzeiro. As informações são do jornal Extra.

Segundo informou o secretário de Polícia Militar Luiz Henrique Marinho Pires ao jornal, as substituições não têm relação com a operação e são movimentações normais. “Foi uma movimentação normal e não tem ligação com a operação. Movimentação do Comando da Coordenadoria de Polícia Pacificadora visando mudança de ambiente de atuação do efetivo”, disse.

Massacre

Subiu para 24 o número de mortos após uma operação policial deflagrada na madrugada desta terça-feira (24) na Vila Cruzeiro, uma das 13 favelas do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. Outras sete pessoas ficaram feridas.

Uma das vítimas era uma moradora, identificada como Gabrielle Ferreira da Cunha, 41. Segundo a Polícia Militar, ela foi baleada na localidade conhecida como Chatuba, comunidade vizinha à Vila Cruzeiro, durante o confronto.

A corporação diz que os demais mortos são criminosos. Na frente do hospital para onde foram as vítimas foram levadas, parentes estavam emocionados e não quiseram falar com a reportagem.

A operação, conduzida pelo Bope (Batalhão de Operações Especiais da PM), PF (Polícia Federal) e PRF (Polícia Rodoviária Federal), segundo a Polícia Militar, visava prender chefes do Comando Vermelho escondidos na Vila Cruzeiro.

Segundo a PM, o objetivo da operação era localizar e prender lideranças criminosas que estariam escondidas na comunidade, inclusive vindos de outros estados, como Alagoas, Bahia e Pará.

Ainda segundo a corporação, os agentes estavam se preparando para iniciar a operação quando teriam sido atacados pelos traficantes na parte alta da comunidade.

Após confronto em uma área de mata, a polícia diz ter encontrado pessoas feridas no local e as encaminhado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas.

Por volta das 12h, um policial civil ferido chegou à unidade. O agente estava com o rosto ensanguentado e foi levado às pressas para dentro do hospital. De acordo com informações preliminares, ele foi atingido pelos estilhaços de um projétil quando fazia a perícia na comunidade.

Durante a operação, foram apreendidos sete fuzis, quatro pistolas e 16 veículos (dez motocicletas e seis carros), que teriam sido usados pelos criminosos para fugir.

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