Urna Eletrônica: saiba como é feita a auditoria

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Sistema eletrônica está vigente desde 1996 e não há comprovação de fraude em nenhuma eleição (Foto: NELSON JR./ASCOM/TSE)
Sistema eletrônica está vigente desde 1996 e não há comprovação de fraude em nenhuma eleição (Foto: NELSON JR./ASCOM/TSE)
  • Jair Bolsonaro defende “voto auditável”, mas o sistema eletrônico já é auditado segundo o TSE

  • Não há comprovação de fraude em quaisquer eleições brasileiras desde quando o sistema eletrônico foi adotado em 1996

  • Entenda o passo a passo da auditoria das urnas eletrônicas

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem colocado em dúvida a confiabilidade do sistema das urnas eletrônicas no Brasil - meio pelo qual ele foi eleito presidente em 2018. Em publicações nas redes sociais e durante as lives semanais, Bolsonaro apresenta supostos indícios de fraudes e defende o “voto auditável”.

Apesar dos sucessivos ataques à lisura do sistema, Bolsonaro não apresenta provas que confirmem a sua tese. Essa postura também é endossada pelos apoiadores do presidente. Em uma publicação no Twitter, a usuária @taniama88223837 disse: “E não se esqueça q essa urna eletrônica (guiada pelo TSE) é quem escolhe parte dos políticos”, dando a entender que o resultado do sistema eleitoral é escolhido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Não há comprovação de fraude em quaisquer eleições brasileiras desde que o sistema de votação eletrônico foi implementado no Brasil em 1996. De acordo com o TSE, o sistema eleitoral brasileiro já é auditável e a integridade, a segurança e auditabilidade das urnas é assegurada em cada pleito eleitoral com os seguintes processos:

  1. Um mês antes das eleições nomeiam uma Comissão de Auditoria de Funcionamento das Urnas Eletrônicas;

  2. Vinte dias antes das eleições os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) precisam informar em seus sites os locais em que as auditorias serão feitas;

  3. Nas vésperas das eleições, ou seja, um dia antes da votação, a Justiça Eleitoral sorteia durante uma cerimônia pública algumas seções eleitorais do país. As urnas sorteadas são retiradas das seções de origem e levadas aos TREs. A comissão providencia o número de cédulas de votação, por seção eleitoral sorteada e que corresponda de forma aleatória, entre 75% e 82% do número de eleitores registrados na respectiva seção eleitoral. Votos aleatórios são marcados nas cédulas de papel preenchidas por representantes de partidos políticos e das coligações e guardadas em urnas lacradas;

  4. No dia da votação a urna é iniciada com a emissão da zerésima - documento emitido em cada seção eleitoral, antes do início da votação para atestar que nenhum voto foi emitido. Todo o procedimento é filmado, os votos são lidos em voz alta e contabilizados ao mesmo tempo em que acontece a apuração por meio da urna eletrônica. Ao final, o boletim da urna é emitido e os resultados comparados devem ser iguais.

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