Trump visitará o Reino Unido em 13 de julho para se reunir com Theresa May

Washington, 26 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará no dia 13 de julho sua primeira visita ao Reino Unido e se reunirá com a primeira-ministra Theresa May, anunciou nesta quinta-feira a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.

A porta-voz de Trump fez o anúncio durante um encontro com os filhos dos jornalistas que cobrem habitualmente a Casa Branca, que visitavam hoje a residência presidencial, e disse apenas que a viagem será "uma visita de trabalho" ao Reino Unido.

O embaixador do Reino Unido em Washington, Kim Darroch, confirmou a visita pelo Twitter e disse estar "encantado" com o anúncio.

Em janeiro, Trump suspendeu uma visita que faria ao Reino Unido para inaugurar a nova embaixada americana em Londres. Na época, justificou a decisão porque considera que o ex-presidente Barack Obama "vendeu mal" o antigo prédio prédio da delegação do país.

"A razão pela qual eu cancelei minha viagem a Londres é que eu não sou um grande fã da administração de Obama vendendo talvez a mais bem localizada e melhor embaixada em Londres por 'mixaria', apenas para construir uma nova em um lugar ruim por US$ 1,2 bilhões. Mau negócio. Queriam que eu cortasse a fita-NÃO!", escreveu Trump no Twitter na época.

Na realidade, o presidente que tomou a decisão de mudar a embaixada foi George W. Bush (2001-2009).

No entanto, segundo a imprensa britânica, a verdadeira razão pela qual Trump cancelou a visita era o medo de ser recebido com protestos em Londres.

May convidou Trump a fazer uma visita de Estado ao Reino Unido há mais de um ano, um convite que refez ao visitar a Casa Branca no dia 27 de janeiro, pouco depois de o republicano ter tomado posse.

Em princípio, May foi considerada como a melhor aliada de Trump na Europa, mas a relação entre os dois foi deteriorando após várias polêmicas declarações do presidente americano no ano passado.

Em novembro, Trump despertou a indignação do governo do Reino Unido e muitos setores da sociedade britânica ao compartilhar no Twitter três mensagens de um grupo de extrema-direita. EFE