Usado em Manaus, hospital de campanha do Exército reabre em Porto Alegre nesta sexta

Cleide Carvalho
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SÃO PAULO -- Três módulos de umhospital de campanha do Exército, que estavam sendo usados emManaus, foram transferidos para Porto Alegre e abrem a partir destasexta-feira 12 novos leitos para atender pacientes de Covid-19 nacapital gaúcha - oito de UTI e 12 de enfermaria. A estrutura vaifuncionar como anexo do hospital Restinga, usando equipamentos eequipes de saúde da própria unidade.

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Outras unidades desaúde estão sendo adequadas às pressas. Uma delas é o HospitalPaternon, especializado em doenças respiratórias e que antes eravoltado principalmente a pacientes com tuberculose. Com areadequação, serão abertos 50 leitos para Covid-19. A expectativaé que comece a operar ainda neste fim de semana.

Não há previsão deabrir hospitais de campanha de lona, nos moldes dos usados durante aprimeira fase da pandemia, em 2020. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a prioridade é adequar unidadeshospitalares já existentes, abrindo espaço para infectados pelocoronavírus. O objetivo é usar equipamentos e infra-estrutura jáexistentes, como aparelhos de tomografia, além de mão-de-obra.

Porto Alegre tem 274pessoas na fila de espera por leitos de UTI, que estão sendoatendidos em leitos de retaguarda UPAs (Unidades de ProntoAtendimento) ou de pronto-socorro. No total, a taxa de ocupaçãodas UTIs na cidade é de 113,91 %. Neste momento os hospitais da capital gaúcha têm 1.163 pacientes internados em UTI.

A Secretaria de Saúdedo Rio Grande do Sul informou ontem mais 9.600 infectados e 214mortes. Vários hospitais estão lotados: havia 3.498 pacientes para3.195 leitos, quase 80% por Covid-19 ou doenças respiratóriasgraves.

O governador Eduardo Leite (PSDB) afirmou em vídeo ontem que os municípios podem ser mais restritivos, mas que indicadores que mostram redução na taxa de contágio pelo coronavírus e menor demanda por internação. Leite afirmou que choca e sensibiliza o registro de 502 mortes, como ocorrido na terça-feira, mas que outros indicadores devem ser analisados.

- Parte das pessoas que ainda estão internadas infelizmente não resistirá, então, veremos um crescimento no número de óbitos nas próximas semanas, mas os dados da demanda de internações já demonstram a redução da circulação do vírus - disse o governador.