Uvalde chora as vítimas do tiroteio na escola primária

Arrancaram este sábado as cerimónias fúnebres das vítimas do tiroteio que aconteceu esta semana, na escola primária de Uvalde, nos EUA, onde morreram 21 pessoas.

Um jovem de 18 anos entrou a matar no edifício de uma escola com uma arma e tirou a vida a 19 crianças e dois professores.

Foram muitas as pessoas que decidiram ir até à pequena cidade rural no estado norte-americano do Texas para prestar homenagem às vítimas.

Joe Biden deixa apelo aos jovens

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, lamentou a divisão e o ódio no país, que sofre uma “crise de fé” nas instituições, e desafiou os jovens a trabalharem para curar as feridas da nação.

Perante 6 mil jovens na Universidade de Delaware. Joe Biden apelou à geração mais jovem a mudança de mentalidade em relação ao uso de armas. O presidente norte-americano deu exemplo de vários tiroteios das últimas semanas e pediu para o povo ser "forte".

Joe Biden disse ainda compreender "não ser possível evitar tragédias", mas diz ser "possível tornar a América mais segura."

A vice-presidente dos EUA esteve presente num funeral de uma das vítimas do tiroteio da escola primária de Uvalde. Kamala Harris voltou a pedir tolerância zero perante o uso de armas. "Já chega", afirmou a vice-presidente dos EUA.

Autor do ataque anunciou tiroteio nas redes sociais

O jovem que, na terça-feira, matou 19 crianças e dois professores numa escola no Texas, Estados Unidos, ameaçou em várias ocasiões nas redes sociais que iria realizar tiroteios e violar raparigas, mas não foi levado a sério.

A maioria dos utilizadores das redes sociais não lhe prestou muita atenção, por considerarem que não era muito credível, noticia hoje a agência EFE, que cita meios de comunicação social norte-americanos, como o Washington Post, Fox News e CNN, que publicaram hoje testemunhos de dezenas de utilizadores das redes sociais, especialmente do site de vídeo ao vivo Yubo, que descreveram Salvador Ramos, de 18 anos, como sendo habitualmente agressivo e ameaçador, especialmente em relação às mulheres.

Todas as testemunhas citadas são adolescentes, o público principal do Yubo, e explicaram que alguns utilizadores da rede social já se referiam brincando a Ramos antes do incidente como "o agressor escolar de Yubo", devido à sua postura e comentários violentos.

No entanto, muitos utilizadores da Internet optaram por não o denunciar, considerando que as suas palavras não estavam muito em desacordo com as de outros utilizadores adolescentes nas redes e, portanto, não o consideravam muito credível.

Embora alguns utilizadores tenham alertado o Yubo para as ameaças de Ramos, a sua conta permaneceu aberta. O Yubo tem cerca de 60 milhões de utilizadores em todo o mundo, quase todos com menos de 25 anos de idade, e muitos deles são adolescentes.

Na terça-feira, no dia do tiroteio, Ramos enviou uma mensagem privada a um dos seus contactos no Facebook, avisando-o de que ia disparar contra a sua avó, outro mais tarde explicando que já o tinha feito, e um terceiro anunciando que ia disparar contra uma escola.

Ação tardia da polícia está a ser investigada

Entretanto, vários meios de comunicação social norte-americanos identificaram hoje Pedro "Pete" Arredondo como o chefe da polícia do Distrito Escolar de Uvalde, no Texas, cuja decisão de adiar por quase uma hora a entrada de agentes na sala de aula do tiroteio foi considerada pelas autoridades como uma "decisão incorreta".

Tanto a CNN como a Fox News disseram que o "agente policial responsável" que o Departamento de Segurança Pública do Texas acusou na sexta-feira de tomar a decisão de não entrar na sala de aula é Arredondo.

O chefe da polícia do Distrito Escolar serviu como porta-voz da investigação aos meios de comunicação social durante algumas horas logo após o massacre de terça-feira, que provocou a morte de 19 estudantes e de dois professores.

Na sexta-feira, o director do Departamento de Segurança Pública do Texas, Steven McCraw, reconheceu que não arrombar a porta e esperar que o zelador chegasse com a chave foi a "decisão errada" e culpou o chefe da polícia do Distrito Escolar, sem, no entanto, o nomear.

Segundo McCraw, depois de ter ouvido vários tiros na sala de aula e de os tiros só terem sido apontados à porta quando os oficiais tentavam obter acesso, o chefe interpretou que não restava ninguém vivo dentro, exceto o agressor.

Esta interpretação levou-o a decidir mudar o protocolo de "agressor ativo" para "suspeito barricado", pelo que em vez de arrombar a porta e forçar a sua entrada, expondo os seus agentes aos tiros do agressor, optou por esperar pela chave e reforços com equipamento apropriado.

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