Vários ministros e ex-ministros de Boris Johnson lançam candidaturas para sucedê-lo

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Vários ministros e ex-ministros do primeiro-ministro britânico Boris Johnson, que na quinta-feira anunciou que deixará o cargo e a liderança do Partido Conservador, declararam que pretendem concorrer para substituí-lo. Em meio à abundância de candidatos, são muitos os pedidos para que o partido mude as regras de concorrência, de modo a ter um número mais baixo de opções.

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Na noite de sábado, hounve relatos de que a ministra de Relações Exteriores, Liz Truss, o ministro do Tesouro, Nadhim Zahawi, e o ministro de Transportes, Grant Shapps, vão disputar o cargo de líder dos conservadores — e, por consequência, a chefia do governo britânico.

Eles se somam a Richi Sunak — antecessor de Zahawi no cargo, que deixou o cargo na terça-feira —, à ex-ministra de Estado de Igualdades Kemi Badenoch, ao presidente do comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Comuns, Tom Tugendhat, e à procuradora geral, Suella Braverman.

Sunak, que foi um dos dois primeiros membros do Gabinete a renunciar, deflagrando uma debandada geral do governo, parece estar atraindo mais aprovação nos primeiros dias da disputa, reunindo amplo apoio de todo o partido. Ele também é considerado pela casa de aposta Ladbrokes como o favorito para suceder Boris.

Na sexta-feira, ele anunciou que terá como slogan de campanha “Ready For Rishi” (Pronto para Rish), com o objetivo de que chegou a hora de um filho de imigrantes indianos de classe média

— A família é tudo para mim, e minha família me deu oportunidades que nem mesmo sonhavam. Mas foi o Reino Unido, nosso país, que deu a eles, e a milhões como eles, a oportunidade de um futuro melhor — disse Sunak em um vídeo cuidadosamente elaborado e produzido, o que indica que preparava a candidatura há semanas.

Em sua renúncia, Sunak citou diferenças econômicas com Boris e criticou o comportamento do governo. Ele é visto como alguém com conhecimento profundo de políticas públicas, o que pode atrair apoio em um momento de crise econômica no Reino Unido. Por outro lado, é acusado de conspirar contra o premier, e agrada menos a setores mais de direita do Partido Conservador.

Já Shapps, que esteve entre um grupo de ministros que foi até Boris para dizer que ele devia deixar o cargo, disse que encerraria o período de “governo tático”, repetidamente distraído por crises. Ele apontou sua lealdade aos primeiros-ministros anteriores como um ponto positivo, em uma crítica implícita a Sunak.

— Não passei os últimos anos turbulentos planejando ou transmitindo informações contra o primeiro-ministro — disse ele ao Sunday Times. — Eu não tenho conduzido uma campanha de liderança pelas costas dele. Digo-te isto: com todos os seus defeitos (e quem não é falho?), eu gosto de Boris Johnson. Eu nunca, por um momento, duvidei de seu amor por este país.

Segundo o jornal Mail on Sunday, a ministra de Relações Exteriores, Liz Truss, lançará uma candidatura na segunda-feira prometendo defender “princípios conservadores clássicos"

Segundo o jornal, Truss, que deliberadamente busca comparações com a ex-primeira-ministra Margareth Thatcher, prometerá reverter o aumento do seguro nacional do governo, reduzir o imposto corporativo e introduzir medidas para aliviar a crise do custo.

Zahawi, ex-ministro da Educação e ex-ministro de Vacinas, por sua vez prometeu reduzir impostos para indivíduos, famílias e empresas, aumentar os gastos com Defesa e continuar com as reformas educacionais iniciadas em seu cargo anterior.

Ele também é filho de imigrantes, e nasceu em uma família curda no Iraque:

— O Partido Conservador fez de mim quem sou hoje. Deu-me educação, deu um lar à minha família e, mais importante, me deu esperança. Aproveitando minha educação, com a segurança de um lar seguro, cresci com a compreensão de que nada era impossível — afirma em um vídeo lançado neste sábado, no qual diz também que “a sociedade é um reflexo de seus líderes” e elogia Thatcher.

Uma comissão do partido definirá na próxima semana as regras para a eleição interna. Sob as regras atuais, um deputado conservador deve ser indicado por oito de seus colegas para poder concorrer.

No primeiro turno da votação, os candidatos devem obter 5% dos votos para permanecer na disputa, o que significa conquistar o voto de 18 deputados. É possível que este patamar de corte seja aumentado, de modo que a votação seja mais rápida.

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