Dois mortos em Bangladesh em novos protestos de islamitas

·1 minuto de leitura
Polícia enfrenta manifestantes em Narayanganj, perto de Dacca (Bangladesh), em 28 de março de 2021

Duas pessoas morreram neste domingo em Bangladesh em confrontos entre a polícia e manifestantes islamitas, o que eleva a 13 o número de vítimas fatais em três dias de protestos contra a visita do primeiro-ministro indiano Narendra Modi.

Os manifestantes, muitos deles membros do grupo radical islamita Hefazat-e-Islam, criticam a visita de Modi, um nacionalista hindu que acusam de estimular a violência contra os muçulmanos em seu país.

Cinco pessoas morreram na sexta-feira e seis faleceram no sábado, quando a polícia atirou contra os manifestantes em várias cidades do país de maioria muçulmana, que tem 168 milhões de habitantes.

Outras duas pessoas - um jovem de 19 anos e outro de 23 - faleceram neste domingo depois que a polícia abriu fogo em confrontos na cidade de Sarail (leste).

Os manifestantes atacaram "um posto policial da estrada, incendiaram o local e feriram pelo menos 35 agentes. A polícia abriu fogo em legítima defesa", afirmou um porta-voz das forças de segurança.

Quase 3.000 manifestantes bloquearam uma rodovia e atacaram a polícia com tijolos e pedras.

O ministro do Interior, Asaduzzaman Khan, pediu o fim dos protestos.

A visita do nacionalista indiano Modi, que chegou na sexta-feira em Dacca, foi recebida com protestos. Ele é acusado de incitar a violência antimuçulmana na Índia que provocou mil mortes no estado de Gujarat em 2002, quando ela era o governador da região.

Bangladesh celebra o aniversário de 50 anos de sua independência do Paquistão. O governo destaca os êxitos econômicos do país, ofuscados, segundo os grupos de defesa dos direitos humanos, pelas violações dos direitos.

sam-sa/grk/jac/ode/me/zm/fp