Vídeo: Alunos entregam bandeira LGBT+ a reitor conservador durante formatura

Alunos de uma turma da Seattle Pacific University (SPU), nos Estados Unidos, fizeram um protesto contra o reitor da instituição durante a cerimônia de colação de grau. Cada um dos alunos que subiam até o palco para cumprimentar o professor Pete Menjares e receber o certificado lhe entregava uma bandeira com as cores do arco-íris (símbolo do movimento LGBT+).

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Outros protestos similares já haviam sido feitos dias antes pelos alunos por conta das restrições impostas pela instituição, uma universidade cristã conservadora. Dias antes da formatura, os alunos chegaram a fazer uma manifestação na porta da sala do reitor, com bandeiras do arco-íris e cartazes feitos à mão escrito “Deus me fez gay”.

Menjares teria explicado, durante uma aula do curso de psicobiologia, que “sexo e gênero não eram a mesma coisa”, disse o ex-aluno da instituição Jo Scanlan. Segundo ele, em depoimento ao jornal The Guardian, “não havia debate sobre ser transgênero ou intersexual” na instituição.

O dia da formatura teria sido o 14° dia seguido de protesto contra as regras da instituição, que proíbe “atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo”. A política, de acordo com os alunos, é flagrantemente discriminatória e deixa a comunidade LGBT+ do campus sem apoio e orientação de que precisam.

“Você vai me cobrar milhares de dólares a cada trimestre para vir aqui e ter uma educação, mas você não vai me fornecer a educação que eu mereço como pessoa queer por ter funcionários e professores queer?” perguntou Leah Duff, de 22 anos, uma das manifestantes que esteve nos protestos.

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Em um comunicado no mês passado, Cedric Davis, presidente do conselho da SPU, disse que a decisão de manter a regra sobre atividade sexual na instituição foi resultado de uma “deliberação completa”, acrescentando que o “conselho tomou uma decisão que acreditava estar mais de acordo com a missão e a declaração de fé da universidade [...] em comunhão com sua denominação fundadora, a Igreja Metodista Livre dos EUA, como parte central de sua histórica identidade como uma universidade cristã”.

“Foi um dia maravilhoso para comemorar com nossos graduados. Aqueles que se deram ao trabalho de me dar uma bandeira me mostraram como se sentiam e eu respeito sua opinião”, disse Menjares à revista NewsWeek.

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Paul Southwick, diretor do Religious Exemption Accountability Project, um programa que trabalha para capacitar estudantes LGBT+ em escolas religiosas, descreveu o protesto como “sem precedentes”, apontando que a ação pode apontar para uma tendência mais ampla entre os estudantes universitários.

“Cada vez mais a atual geração de estudantes, mais e mais deles, estão se identificando como LGBTQ+, ou em algum lugar ao longo do espectro. E as atitudes dos jovens mudaram drasticamente, assim como a cultura em geral”, disse Southwick.

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