Vídeo: Bolsonaro rebate manifestantes em Nova York e os chama de ‘acéfalos’

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NOVA YORK, EUA — Em resposta a manifestantes que protestavam na porta da residência da Missão do Brasil junto às Nações Unidas, em Nova York, nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) publicou um vídeo nas redes sociais, nesta terça-feira, e chamou os críticos de “acéfalos” que “só têm porcaria na cabeça”. Os presentes pediam “Fora Bolsonaro" e levaram faixas e um caminhão com um telão.

— Tem aproximadamente 10 pessoas aqui fazendo um escarcéu, as pessoas estão fora de si e, logicamente, a imprensa está dizendo que tem uma manifestação enorme aqui em Nova York. (...) Pessoal que não tem nada, só tem porcaria na cabeça. Nem sabem o que estão fazendo ali — diz o presidente no vídeo.

O caminhão com um telão levado pelos manifestantes tem circulado durante todo o dia pelas ruas de Nova York. Nele, dizeres como “Bolsonaro is burning the Amazon” (Bolsonaro está queimando a Amazônia, em tradução livre) relacionam ações do presidente aos recordes de queimadas na região. Somente durante o mês de agosto, foram registrados 28.060 focos de calor na Amazônia, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe).

No vídeo, o presidente acusa ainda a imprensa de mentir sobre as dimensões dos protestos:

— A imprensa vai dizer que foi uma mega manifestação contra o presidente — diz Bolsonaro.

O episódio aconteceu na noite desta segunda-feira, um dia depois de o presidente chegar ao país onde irá discursar na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira.

Na mesma noite, um vídeo que circula nas redes sociais mostra o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reagindo com um gesto obsceno a um protesto de brasileiros. Dentro de uma van que transportava a comitiva do presidente, Queiroga apontou o dedo médio para manifestantes que criticavam o presidente com gritos como "genocida" e "assassino".

Também ontem, o filho do presidente, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), foi hostilizado por um brasileiro que o chamou de "vergonha" quando passeava por uma loja da Apple na cidade.

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