Vídeo de empresário pulando de moto com paraquedas no Rio viraliza nas redes sociais

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RIO — Pouco mais de 30 segundos foi o tempo necessário para que o empresário Gabriel Amorim Reis, de 34 anos, sentisse "as (indescritíveis) melhores emoções da vida". E tudo graças a um salto de uma ponte, construída por ele, montado em uma moto, abrindo um paraquedas na sequência. As imagens impressionantes, gravadas na Serra da Santa Eugência, em Paciência, na Zona Oeste do Rio, ganharam as redes sociais. Mas o processo não foi assim tão fácil.

— Consegui na terceira tentativa. Eu já tinha saltado de bicicleta e paraquedas no Espírito Santo e me inspirei nisso para saltar no Rio. Queria replicar no meu bairro, onde aprendi a voar. Só que a montanha era muito baixa. Precisava de uma rampa que me desse uma boa inclinação e me projetasse para frente. Até para dar mais espaço para pegar impulsão com a moto. Foram cinco meses montando e gastei R$ 35 mil — diz Gabriel, que tem uma oficina de lanternagem e pintura, e fez todo o projeto sozinho.

A alta quantia para fazer a estrutura de 30m de comprimento e 15m de altura, para instalar na Serra da Santa Eugência, de um ponto de 100m de altura, veio sem patrocínio. Até gravar o salto bem sucedido, Gabriel quebrou duas motos, que foram emprestadas por um amigo, André Chagas, a quem define como "louco por motocross". Na última tentativa, chegou a oferecer o próprio carro como garantia para conseguir mais um empréstimo, com um espectador que apareceu.

— Era meu sonho. Desistir não faz parte do meu vocabulário. A primeira moto, de motocross, que peguei com um amigo, falhou no primeiro salto, não consegui engatar a terceira marcha, tive pouca velocidade. O meu paraquedas abriu e o da moto não. Na segunda, o mesmo problema. As pessoas a minha volta já estavam desacreditadas, até que apareceu no local um cara com uma moto novinha, exatamente o que precisava e pedi ajuda. Inicialmente, ele negou, já que eu tinha falhado duas vezes. Foi então que entreguei a chave do meu carro como garantia. O voto de confiança me deu um novo gás. Me concentrei, saltei e deu tudo certo. Tanto o meu paraquedas, como o da moto, abriram. E todos pousamos intactos. Exatamente como planejei.

Agora, o atleta de motobase está no processo de desmontagem da estrutura, mas quer deixar um marco para a população da região.

— Vou deixar um pequeno pedaço da rampa como agradecimento, construirei um mirante e deixar tudo organizado para todos poderem assistir ao lindo por-do-sol da região. Quero que sirva também como lembrete. Sou filho de empregada doméstica, sempre fui um garoto que corri atrás de tudo e quero que inspire todos a volta de que sonhos são possíveis.

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