Vídeo de homem negro morto a tiros pela polícia gera protestos nos EUA

A divulgação de um vídeo que mostra a morte de um homem negro vítima de disparos por parte da polícia gerou protestos neste domingo em Akron, no estado americano de Ohio. O prefeito e a polícia da cidade fizeram um pedido de calma, depois que a gravação da câmera corporal de um dos agentes foi divulgada. Jayland Walker, de 25 anos, teria levado 60 tiros, segundo seu advogado.

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Walker foi morto na última segunda-feira, quando fugia da polícia após uma tentativa de prisão seguida de perseguição em veículo e a pé, por uma infração de trânsito. Ele era motorista de aplicativo e não tinha antecedentes criminais.

Os oito agentes envolvidos na ação foram afastados enquanto o Departamento de Polícia de Akron investiga o caso. Após ser cobrada por revelar poucos dados sobre a morte, autoridades de Akron divulgaram, neste domingo, dois vídeos: um deles era uma compilação da câmera corporal, fotogramas e áudio, e o segundo, a gravação completa.

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Após a divulgação do vídeo, extremamente violento, centenas de pessoas saíram em passeata até a prefeitura de Akron. As manifestações se tornaram tensas quando alguns manifestantes se aproximaram do cordão policial.

A voz no vídeo explica que Walker não parou. As imagens mostram ele correndo de costas para os policiais que disparam contra ele até que ele cai, baleado. O comandante Steve Mylett informou que um relatório da perícia dá conta de 60 ferimentos no corpo de Walker, o que coincide com a versão de seu advogado.

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As tensões raciais entre negros e policiais nos Estados Unidos aumentaram em 2020, após o assassinato de George Floyd, um homem negro de 46 anos, por um policial branco em Minneapolis, no estado de Minnesota. Um vídeo mostrava o homem sendo sufocado, sob o joelho de um policial, por cerca de oito minutos. Outros três agentes acompanhavam a cena, mas ficaram parados enquanto a vítima dizia que não era capaz de respirar.

Em repúdio à morte de Floyd, os maiores protestos da História dos EUA tomaram conta do país por várias semanas.

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