Vídeo mostra balão caindo em meio a banhistas que lotavam a Praia do Leme em domingo quente no Rio

O domingo de forte calor e praias lotadas em toda a orla do Rio teve uma cena inusitada que chamou a atenção e causou preocupação entre os frequentadores da Praia do Leme, na Zona Sul da cidade. Por volta de 10h30 um enorme balão caiu em meio aos banhistas, na altura do posto 1. Em vídeos que circulam nas redes sociais é possível ver quando a bandeira cai na água, na altura da arrebentação. Em seguida o balão de cerca de seis metros tomba na areia. Ninguém se feriu.

— Foi tudo muito rápido, fiquei impressionada. Em poucos segundos ele caiu no meio do pessoal, por sorte ninguém se machucou. Eu a princípio pensei que ele passaria por cima dos prédios e fosse na direção da Urca, não imaginei que fosse cair ali e com aquela rapidez — disse a estudante Brenda Dippe de 25 anos, que registrou a queda com um celular.

Após ser cercado pelos banhistas mais curiosos, o balão — trazia estampado um escudo do Botafogo e a palavra "Barroso"— ganhou voltou a voar.

— Achei errado. Deveriam ter enrolado ele ali para que não voasse mais. Sobre a inscrição, causou muita curiosidade em todo mundo que estava lá na areia. Ficamos nos questionando se poderia ser inclusive uma manifestação política — disse Brenda, sobre a hipótese de a inscrição ser uma referência ao ministro Luís Roberto Barroso, do STF.

Não muito longe dali, na Lagoa Rodrigo de Freitas, outro balão chamou a atenção de quem caminhava debaixo do sol escaldante. O artefato caiu no meio do espelho d’água. Nas imagens é possível ver uma pequena embarcação se aproximando enquanto o balão cai. Assim como no Leme, não houve registro de feridos.

— É um absurdo que em pleno 2023 haja pessoas que ainda soltem balão. A gente tem tanta informação, todo mundo sabe o quanto isso pode prejudicar as pessoas, causar incêndios em matas, moradias... É um crime, né? As pessoas precisam ter noção da gravidade — ensina Brenda Dippe.

O artigo 42 da Lei nº 9.605/98 prevê pena de um a três anos de prisão ou multa para quem "fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano".