Vídeo: Passageira se recusa a usar máscara, xinga e agride motorista de aplicativo

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Nos Estados Unidos, um caso de descumprimento das medidas sanitárias de combate à Covid-19 no último domingo, dia 7, mesclado com falta de educação, vem causando revolta entre internautas. Imagens registradas por uma câmera no interior do carro de um motorista aplicativo mostram passageiras desprezando, e até mesmo agredindo, o dono do veículo após ele pedir que elas cobrissem o rosto, conforme rege a norma contra o coronavírus. Os EUA são o país mais afetado pela pandemia.

O episódio, que ocorreu na cidade de San Francisco, envolveu três passageiras no banco traseiro do automóvel. Enquanto duas delas estavam de máscaras, a passageira sentada atrás do motorista não usava o item de proteção. Ele acabou aceitando a corrida sem perceber isso, mas contou à imprensa local que, tão logo notou a ausência da máscara, tratou de pedir que a mulher a colocasse e, caso não o fizesse, afirmou que deveriam sair dali. No entanto, a passageira começou a xingá-lo e, ainda, tossiu na direção dele, fazendo pouco caso dos riscos de contaminação da doença. Não satisfeita, ela pegou o celular dele, que estava no painel do carro, e arrancou a máscara do homem.

“F*-se as máscaras!”, exclamou a agressora.

De acordo com a polícia, acredita-se que ela tenha borrifado spray de pimenta dentro do carro, conforme mostra o vídeo, logo após ela deixar o veículo. Por causa do cheio, o homem precisou sair. Ele contou que ficou difícil de respirar lá dentro. Os policiais informaram ainda que o celular roubado naquele momento foi depois recuperado, mas as mulheres fugiram.

O motorista, Subhakar Khadka, de 32 anos, acredita que tenha sido tão destratado por ser um imigrante do Sul asiático. Ele contou ter chegado aos EUA há oito anos e trabalha para sustentar sua família no Nepal.

“Eu nunca disse nada de ruim para elas, eu nunca xinguei, eu não fui criado assim. Eu não bato nas pessoas, não fui criado assim, então elas não saíram do meu carro ”, disse Khadka à emissora "KPIX", afiliada da "CBS" em São Francisco. "Já que você nasceu e foi criado aqui nos Estados Unidos, não pense que a outra pessoa é menos humana", clamou, ao ser questionado sobre qual mensagem gostaria de passar para aquelas passageiras.

Quando viu que a passageira sentada atrás dele estava com o rosto descoberto, Subhakar contou que teve a ideia de parar num posto de gasolina, permitindo que ela fosse na loja de conveniência comprar uma másca — ou saísse de seu carro. O que ele não esperava, porém, era ser tratado com tanta violência, seja física ou verbal.

“Ela pulverizou pimenta dentro do meu carro, da janela do passageiro que estava um pouco aberta, era a única janela aberta no meu carro”, disse ele.

Em comunicado à "KPIX", a Uber avaliou o comportamento das mulheres no vídeo como "terrível" e informou que a passageira que se recusou a usar a máscara e o agrediu foi banida da plataforma.

O motorista contou que a empresa lhe deu US $ 120 para ajudar com a limpeza do carro, em epecial, para remover o cheiro de pimenta. Apesar disso, foi criada uma vaquinha online par que outras pessoas possam contribuir financeiramente com Subhakar. Até o momento, foram doados quase US $ 40 mil.

Embora tenha conseguido fugir das autoridades, a passageira envolvida no caso postou um vídeo nas redes sociais se pronunciando sobre o que aconteceu. Ela continua se achando injustiçada pelo motorista e afirmou que planeja processar a Uber. Por fim, comentou que "prefere a Lyft", um aplicativo de carro concorrente.

A Lyft, que até então não tinha qualquer relação com o episódio, se pronunciou nesta terça-feira, dia 9, informando que decidiu também bani-la de seus serviços.

“Embora este incidente não envolvesse a plataforma Lyft, o tratamento inaceitável ao motorista neste vídeo nos obrigou a remover permanentemente a passageira da comunidade Lyft. Dirigir em uma pandemia não é fácil. Por favor, use uma máscara, respeite uns aos outros e seja uma boa pessoa”, afirma a plataforma.