Vídeo de Tarcísio em apoio a Fernando Collor vira munição para Rodrigo em SP

*ARQUIVO* SAO PAULOS/ SP, BRASIL, 23-08-2022: O candidato ao governo de SP, Tarcisio de Freitas e o  presidente Jair Bolsonaro participa da abertura do Congresso Aço Brasil no (Hotel Unique (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
*ARQUIVO* SAO PAULOS/ SP, BRASIL, 23-08-2022: O candidato ao governo de SP, Tarcisio de Freitas e o presidente Jair Bolsonaro participa da abertura do Congresso Aço Brasil no (Hotel Unique (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um vídeo de apoio gravado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato ao Governo de São Paulo, para Fernando Collor (PTB), candidato ao Governo de Alagoas, se tornou munição para adversários ao ser veiculado nas redes sociais nesta sexta-feira (16).

Tarcísio e Collor têm o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL). No vídeo, vestido de verde e amarelo, Tarcísio dá os parabéns a Collor, a quem elogia como "um dos maiores políticos que já tivemos".

"Olá, povo de Alagoas. [...] Queria mandar um abraço especial para o nosso Fernando Collor, candidato a governador e para o Leonardo Dias [PL], seu candidato a vice. [...] Tenho certeza que essa dupla vai estar unida com o presidente Bolsonaro, vai fazer a diferença pelo Estado de Alagoas", diz Tarcísio no vídeo.

"Fernando Collor é um dos maiores políticos que nós já tivemos. [...] Deixou um grande legado, que foi a abertura econômica. Graças a ele começamos a andar a passos largos na direção da modernização, trazendo empresas de fora, conseguimos superar o atraso tecnológico e nós demos um salto em termos de crescimento", continua o ex-ministro, que termina dizendo torcer por ele e "que Deus o Abençoe".

Nas redes sociais, o vídeo tem sido compartilhado para fustigar Tarcísio, que já é alvo de críticas por ter entre seus aliados políticos como Eduardo Cunha (PTB) e Douglas Garcia (Republicanos), que hostilizou a jornalista Vera Magalhães. O candidato repudiou a atitude do colega de partido.

Empatado tecnicamente com Tarcísio em segundo lugar, segundo pesquisa Datafolha desta quinta-feira (15), o governador Rodrigo Garcia (PSDB) foi um dos que criticou o apoio do rival a Collor.

"Não queremos o Collor, que confiscou o dinheiro dos brasileiros, dando palpite aqui em SP. Minha referência na gestão pública é o Mario Covas [PSDB], e SP precisa de um governador independente", publicou.

Tarcísio gravou um vídeo para rebater o tucano. "De confisco você entende, não é mesmo, Rodrigo? Tirou dinheiro de quem contribuiu a vida inteira e manteve essa crueldade mesmo com o caixa cheio. As contas precisam fechar, mas com as pessoas dentro. Aposentados de São Paulo, contem comigo. O confisco vai acabar", disse ele.

O candidato do Republicanos se refere ao desconto na folha de pagamento de aposentados implementado pela gestão de João Doria (PSDB) e Rodrigo Garcia. O próprio governador, agora candidato, anunciou nesta semana que, a partir do ano que vem, o desconto na folha de 115 mil aposentados deixará de ser feito.

A última pesquisa Datafolha mostra que Rodrigo diminuiu sua distância de Tarcísio --agora ambos estão empatados tecnicamente, com 19% (antes eram 15%) e 22% (antes eram 21%), respectivamente.

Fernando Haddad (PT) segue na liderança, com 36% ante 35% na pesquisa anterior, de 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos.

Seguindo a linha de associar Tarcísio a políticos polêmicos, a campanha tucana veicula uma peça de publicidade na TV em que lista nomes do entorno do candidato bolsonarista, como Gilberto Kassab (PSD) e Frederico D´Ávila (PL), que aparece xingando o papa Francisco.

Collor foi alvo de um processo de impeachment quando ocupou a Presidência da República e é lembrado pelo confisco das poupanças em 1990. Além disso, Collor foi tragado pelo escândalo de corrupção envolvendo seu tesoureiro de campanha, PC Farias.

O partido de Collor integra a coligação de Tarcísio em São Paulo. A legenda é comandada por Roberto Jefferson e, no estado, tem entre seus candidatos a deputado Cristiane Brasil (PTB), filha de Jefferson, e Adrilles Jorge (PTB), comentarista da Joven Pan denunciado por fazer um gesto considerado nazista, além de Cunha.