Vídeo: Weintraub critica encontro de Bolsonaro com embaixadores e diz que presidente tem discurso de derrotado

Ex-ministro da Educação e pré-candidato ao governo de São Paulo, Abraham Weintraub (PMB) fez duras críticas sobre o encontro do presidente Bolsonaro (PL) com embaixadores para tratar das acusações falsas ao sistema eleitoral. Na transmissão, feita na segunda-feira, ele chegou a se referir ao discurso presidencial como "um rascunho, um esboço da derrota".

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— Ele já está preparando um discurso do porque ele perdeu as eleições. Essa é a minha impressão — comenta Weintraub na live, batizada de 'O Dia da Bravata Internacional', que também contava com a presença de seu irmão, Arthur Weintraub.

Veja o vídeo abaixo:

— Nas outras vezes ele estava com mais pegada, ainda tinha aquela bravata. Dessa vez ele estava realmente murcho, quase pedindo por favor: 'Pô, eu sou um cara democrata, eu vou respeitar o resultado'. Muito pipi mole, o pipizinho dele bem mole. E isso me pareceu um discurso de derrota. Se ele fizer esse mesmo discurso no dia seguinte da derrota nas urnas, cabe. — diz ainda Weintraub na gravação.

Para o ex-ministro a postura do presidente se mostrou pouco confrontadora:

— Visivelmente ele está com medo, acuado. De ir preso, da família dele ir presa. Sei lá que acordo foi fechado com quem, para eles não serem presos — disse Weintraub, antes de caracterizar o discurso de Bolsonaro como "um rascunho, um esboço da derrota".

Mais cedo naquele mesmo dia, Bolsonaro havia convocado embaixadores para um encontro no Palácio da Alvorada. Em discurso, o presidente fez novo ataque ao processo eleitoral e às urnas eletrônicas. As alegações infundadas jogavam dúvida sobre a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro, além de criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em evento no Paraná logo depois, o presidente do TSE, Edson Fachin, fez um discurso duro e, sem citar nomes, pediu um 'basta à desinformação e ao populismo autoritário'. O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD), e presidenciáveis também condenaram as declarações de Bolsonaro a embaixadores.

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