Polícia britânica não vê conexão entre autor de atentado e grupos jihadistas

Londres, 27 mar (EFE).- A polícia do Reino Unido afirmou nesta segunda-feira que não encontrou provas de uma suposta conexão entre o autor do atentado no Palácio de Westminster, a sede do parlamento britânico, Khalid Masood, e grupos jihadistas como o Estado Islâmico (EI) e a Al Qaeda.

As forças de segurança do Reino Unido acreditam que o agressor, de 52 anos, teria "copiado" as técnicas de "baixo custo" promovidas por esses grupos para cometer atentados, mas não encontrou evidências de que ele planejou seu ataque com outras pessoas.

Um dia depois do atentado que deixou quatro mortos e cerca de 50 feridos na quarta-feira passada, o EI assumiu a autoria em comunicado divulgado pelas redes sociais.

"Não encontramos nenhuma prova de que houvesse uma associação com o Estado Islâmico ou a Al Qaeda, embora houvesse claramente um interesse na jihad", declarou o porta-voz policial Neil Basu.

"Seus métodos de ataque parecem estar baseados em uma baixa sofisticação, com pouca tecnologia e técnicas de baixo custo copiadas de outros ataques", indicou essa fonte.

As ações de Masood, um britânico nascido como Adrian Russell que adotou esse nome ao se converter ao islã, "lembram a retórica do Estado Islâmico por sua metodologia, e porque ele atacou policiais e civis", ressaltou Basu.

"No entanto, neste momento, não temos nenhuma prova de que ele tivesse planejado isso com outros", ressaltou o porta-voz.

Também não existem provas de que Masood "se radicalizou na prisão em 2003, como se sugeriu" e essa tese é "pura especulação", acrescentou Basu.

O agressor foi abatido por agentes armados nos arredores do parlamento britânico, depois que matou com uma faca o policial Keith Palmer, de 48 anos.

Antes, Masood atropelou com um veículo 4x4 alugado dezenas de pessoas que passeavam pela ponte de Westminster, um ataque no qual morreram uma mulher de origem espanhola, Aysha Frade, de 43 anos; um turista americano, Kurt Cochran, de 54, e Leslie Rhodes, um britânico de 75 anos. EFE