Vítória da esquerda na Dinamarca nas legislativas

No final, acabou por vencer. A atual primeira-ministra Mette Frederiksen, ganhou as eleições legislativas na Dinamarca.Após a contagem dos últimos votos, a coligação de cinco partidos de esquerda obteve 87 assentos de um total de 179 no parlamento dinamarquês - contando ainda com mais dois assentos da Gronelândia e um das Ilhas Faroé, fazendo uma maioria de 90 lugares. Declarou-se feliz e orgulhosa pelas melhores eleições em mais de 20 anos.

O seu principal adversário, o antigo primeiro-ministro conservador Lars Løkke Rasmussen, ficou pelo caminho, mas o centro, com 16 lugares, deverá desempenhar um papel preponderante. As eleições antecipadas foram desencadeadas pela “crise dos visons” (martas): a decisão, mais tarde declarada ilegal, de abater milhões de visons (martas) devido ao receio de propagarem a Covid-19.

Mette Frederiksen vence dentro de um quadro político fragmentado, depois de uma campanha controversa dominada pela crise energética, alterações climáticas, pela saúde e pelo aumento do custo de vida – a inflação atinge o nível mais alto dos últimos 40 anos na Dinamarca.