Vítima enterrada em casa de Itaboraí trabalhou como técnico em geociências e era fã de games e tecnologia

Gisele Barros
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Foto: Reprodução

Uma das vítimas enterradas no quintal de uma casa em Itaboraí, na região metropolitana do Rio, foi identificada como Rodrigo Guedes Barboza, que teria 35 anos quando morreu, em 2017. Rodrigo trabalhou como técnico em geociências no Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e teria se formado em ciência da computação em 2010. Antes disso, foi estudante de ciências econômicas e administração de empresas, mas trancou ambas as faculdades no quarto e segundo períodos, respectivamente.

Rodrigo era fã de games e tecnologia. Num canal do Youtube criado em 2009, compartilhava algumas das partidas que jogava. Costumava também fazer postagens em defesa dos animais, divulgando campanhas de adoção. Posts de cunho político eram frequentes, com críticas a regimes e líderes políticos de esquerda. No currículo, dizia ter a pretensão de se tornar um programador na linguagem Java.

O corpo de Rodrigo, da mãe, Maria Rosane Guedes Barboza, de 57 anos, e do irmão, Germano Guedes Barboza, de 32, foram encontrados na tarde de quarta-feira. O crime apenas foi descoberto após a morte do dono da casa, identificado como o ex-policial militar Gilnei, que teria sido companheiro de Maria e cometeu suicídio no dia 23 de dezembro de 2020. O filho dele foi até a residência localizada na Rua Doutor Francisco Machado, no bairro Itamarati, para fazer uma limpeza no local e encontrou uma carta que teria sido escrita pelo próprio pai, na qual ele afirma que enterrou as três pessoas há quase quatro anos no quintal.

A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) investiga o caso. De acordo com a polícia, ninguém fez o registro de desaparecimento da família. Em duas redes sociais, as últimas postagens de Rodrigo foram feitas no dia em que ele teria morrido, 10 de março. A polícia ainda não sabe o que teria motivado o crime. Gilnei é o principal suspeito, mas ele escreveu na carta que encontrou as vítimas já mortas ao chegar em casa e as enterrou por medo de ser considerado culpado.

Nesta sexta-feira, investigadores enviaram ofícios para a Polícia Militar e para a Marinha do Brasil, da qual Maria Rosane era pensionista, solicitando informações sobre os envolvidos no caso. A polícia também pretende buscar por familiares das vítimas para que possam ajudar a esclarecer o que teria acontecido com a família.