Vítima de facadas em tentativa de feminicídio teme que o agressor foragido volte a atacar

·2 minuto de leitura

Foragido após esfaquear a ex-mulher Tainá Romão, de 25 anos, em uma tentativa de feminicídio, na manhã desse sábado, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, Felipe Mariotti Gomes da Silva, de 26 anos, já tinha passagem pela polícia por tentar asfixiá-la, há um ano. 

A vítima chegou a ter uma medida protetiva contra o agressor, que é pai da sua filha de dois anos e meio, mas estava vencida. Procurado por policiais e com fotos espalhadas em grupos nas redes sociais, Felipe tem um irmão gêmeo idêntico, Fernando. Em comentários na internet, as pessoas pedem cautela para que não o confundam.

Leia também:

Pai da vítima, o vendedor Ailton Romão conta que, antes de esfaqueá-la, o agressor a sequestrou no ponto de ônibus, quando ela ia para o trabalho. Promotora de vendas, Tainá teve 12 perfurações na região do tórax e uma delas atingiu o pulmão. Ela foi transferida do Hospital Lourenço Jorge para o CTI de um hospital da rede particular e o estado de saúde é estável. 

— Desde que se separou, ela voltou a morar conosco no Engenho de Dentro. Saiu para trabalhar, às 7h, e quando esperava o ônibus ele apareceu de repente, colocou uma faca na costela dela e mandou entrar no carro. De lá, seguiu para Jacarepaguá, onde mora, fazendo terror psicológico. Ela disse que pediu muito para ele a liberar, mas quando viu que isso não ia acontecer pegou o telefone e disse que ia chamar a polícia. Nesse momento, começou a esfaqueá-la. Para não morrer, se jogou do carro em movimento e foi socorrida por quem passava na hora. Aí ele fugiu — disse Ailton.

Para a família, Tainá conta que está com muito medo dele aparecer e tentar matá-la novamente. — Está com muito medo. Como pais, a gente alertava sobre o risco de ele tentar matá-la, mas ela não acreditava que teria coragem. Acho que quem está no contexto desse tipo de relação não tem a visão que temos de fora. Hoje ela acredita, e está traumatizada. Repete o tempo todo: "pai, ele queria me matar". E não é a primeira vez que faz isso. Há um ano, logo que terminaram, pulou o portão da minha casa e tentou asfixiá-la. Só não matou minha filha porque um funcionário dos Correios que chegou para entregar uma encomenda ouviu o barulho e começou a gritar por socorro. Na ocasião, conseguimos levá-lo para a polícia, mas ficou preso apenas um dia e pagou fiança. Ela tinha medida protetiva, mas a gente não sabia que tinha validade e precisava renovar. De lá pra cá, ouvimos vários relatos que ele ficava rondando nossa casa — acrescentou Ailton Romão.

O caso está sendo investigado pela 32ª DP (Taquara).

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos