Vítimas de tiroteio em Toronto processam fabricante de armas dos EUA

Premiê canadense, Justin Trudeau, deposita flores em memorial das vítimas de tiroteio em massa em Toronto, em 30 de julho de 2018

As vítimas de um tiroteio na cidade canadense de Toronto em 2018, que deixou dois mortos e 13 feridos, estão processando o fabricante americano da pistola usada no ataque, responsabilizando-o por não fazer armas mais seguras.

Segundo documentos judiciais obtidos pela AFP nesta terça, a ação coletiva alega que o fabricante Smith & Wesson sabia que sua arma de fogo M&P 40 "era um produto ultraperigoso".

Ainda de acordo com o recurso, os demandantes alegam que a empresa sabia que a arma poderia terminar sendo roubada e usada para prejudicar, ou matar, pessoas inocentes.

A demanda alega que a companhia optou por não incorporar características de segurança, como reconhecimento de impressão digital. Cerca de 150 milhões de dólares canadenses (US$ 115 milhões) são pedidos como indenização.

Em uma declaração, os demandantes principais - Samantha Price e Skye McLeod - disseram que foram comprar sorvete com amigos na noite de 22 de julho de 2018, quando se depararam com um homem que atirava na tranquila avenida Danforth, de Toronto.

Samantha foi baleada, mas sobreviveu. McLeod foi ferido, enquanto fugia. Sua amiga Reese Fallon, de 18, e Julianna Kozis, de 10, morreram vítimas dos disparos.

Depois de uma troca de tiros com a polícia, o agressor se matou.