Vômitos e perda de consciência: Atriz de Daenerys Targaryen fala das sequelas de seus 2 aneurismas; entenda

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A atriz Emília Clarke, que interpretou Daenerys Targaryen em Game Of Thrones, disse em entrevista ao programa britânico Sunday Morning BBC que parte de seu cérebro não funciona mais devido a dois aneurismas que teve e precisou tratar entre 2011 e 2013. A artista, que tinha 22 anos quando teve o seu primeiro diagnóstico, avaliou que a série foi fundamental para dar um propósito de vida à ela.

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“Foi apenas a dor mais excruciante, vômitos enormes, tentando recuperar a consciência. Fiquei dizendo minhas falas da série na cabeça. Se você está vomitando e tem dor de cabeça, isso não é bom para o seu cérebro. Estou na minoria muito pequena de pessoas que podem sobreviver a isso”, explica.

O aneurisma é a dilatação anormal de uma artéria, que dependendo do tamanho pode se romper causando uma hemorragia, ou, em muitos casos, pode permanecer sem estourar durante toda a vida. Eles podem ocorrer em qualquer artéria do corpo, como as do cérebro, coração, rim ou abdômen. Entretanto, as do tipo cerebral, como as de Emília, da aorta torácica e abdominal, apresentam maiores taxas de mortalidade.

Quando acontece no cérebro, o rompimento pode provocar um AVC, como aconteceu com a irmã mais nova de Juliette, ganhadora do BBB-21, Julienne, que faleceu aos 17 anos e, em casos mais graves, uma hemorragia cerebral.

Estima-se que 2% da população mundial tenha algum tipo de aneurisma e em geral os episódios de ruptura e sangramento ocorrem a partir dos 50 anos, afetando mais as mulheres. Quando há o estouro, apenas 2/3 dos pacientes sobrevivem, e metade deles, tem sequelas que comprometem a qualidade de vida. Porém, é cada vez mais comum o diagnóstico em jovens com menos de 30 anos.

Fatores de risco

Entre os principais fatores de risco para um aneurisma em jovens é a predisposição familiar — cerca de 15% dos portadores pertencem a uma família com incidência da enfermidade —, o excesso de álcool, o tabagismo, a pressão alta sem controle, além da diabetes e do aumento dos níveis de colesterol e triglicérides, também são fatores que agravem as chances de ter a doença.

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Algo mais raro, mas que pode ser levado em consideração, são os aneurismas congênitos: pacientes que já nascem com tendência à fragilidade dos vasos e à formação de um aneurisma cerebral, entretanto a maioria deles ocorre por conta da pressão alta sem tratamento.

Os níveis de estresse elevados, depois da pandemia principalmente, também podem ser levados em observação. Isso porque o estresse em si não é um sinal de risco para aneurismas, porém, associado a alterações na pressão arterial, acaba se tornando um sinal fatal. O mesmo vale para um esforço físico intenso.

Sintomas

Os aneurismas são divididos em três grupos de acordo com o seu tamanho: pequenos, com até 10 milímetros; grandes entre 10 e 25 mm e os gigantes, acima de 25 mm. Um aneurisma cerebral pequeno costuma ser assintomático, com a dilatação podendo ficar por anos no cérebro da pessoa sem que ela saiba. Conforme cresce, ele pode comprimir uma estrutura cerebral e provocar sintomas que variam de acordo com a área do cérebro afetada.

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As manifestações ocorrem, na maioria dos casos, quando já há o rompimento. A intensidade dos sintomas está diretamente relacionada ao tamanho e a extensão do sangramento. Os mais abundantes podem ser fatais.

Entretanto, o paciente costuma sentir uma forte dor de cabeça, relatada como a pior da vida, rigidez no pescoço, súbita presença de visão dupla ou borrada, dor acima ou atrás dos olhos, dificuldade para enxergar, tontura, dificuldade para andar. Além de fraqueza, convulsões, náuseas e vômitos.

Prevenção e tratamento

Como a incidência de aneurisma em pacientes mais jovens é raro, não há segredos para a prevenção, além da redução no uso de bebidas alcoólicas, a suspensão do cigarro. Uma dieta rica e balanceada em frutas, verduras e legumes e a prática de atividades físicas que ajudem a diminuir o colesterol.

O aneurisma pode ser detectado em exames de imagens rotineiros como tomografias, ressonâncias magnéticas ou angiografia do crânio. É sempre importante ter o diagnóstico precoce para ter os melhores meios e caminhos para o tratamento e, claro, antes de um possível rompimento.

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No caso de ruptura, o paciente deve ser levado o mais rápido para o hospital para que seja realizado o fechamento dessa dilatação. O tratamento mais utilizado e recomendado é a cirurgia. Uma delas, chamada de embolização, é minimamente invasiva, e consiste em introduzir um cateter pela virilha do paciente. Este tubo vai ao encontro do aneurisma para fechá-lo. Feita sob efeito de anestesia local e geral.

Entretanto há casos em que a cirurgia convencional seja mais recomendada, na qual o neurocirurgião abre o crânio (craniotomia) e coloca um clipe no aneurisma, o que impede o recebimento de sangue.

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É sempre importante consultar um médico para avaliar qual é o melhor tratamento. Geralmente o paciente fica internado por três dias no hospital e retorna às suas atividades regulares depois de uma semana. Isso, claro, nos aneurismas tratados de forma eletiva e programada, ou seja, aqueles que não tiveram suas dilatações rompidas e não há sangramento.

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