Vacinação de adolescentes sem comorbidades segue suspensa, diz Ministério da Saúde

·2 minuto de leitura

O Ministério da Saúde mantém a suspensão para vacinar adolescentes de 12 a 17 anos sem doenças prévias. A decisão vem três dias após o governo de São Paulo concluir que a morte de uma jovem, que havia tomado a primeira dose de Pfizer, não teve relação com o imunizante. A pasta, que mudou a orientação após questionamento do presidente Jair Bolsonaro, continua a recomendar a imunização daqueles que têm comorbidades.

A garota de 16 anos morreu em 2 de setembro em São Bernardo do Campo (SP) uma semana depois de receber a vacina, mas o óbito só foi divulgado na última quinta. Segundo o governo paulista, a causa provável do óbito é uma doença autoimune chamada Púrpura Trombótica Trombocitopênica (PPT), que causa coágulos no corpo. Considerada rara, afeta principalmente pessoas de 20 a 40 anos.

Segundo apurou o EXTRA, o ministério ainda não bateu o martelo sobre a retomada. A Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI) da pasta, que não foi consultada para a suspensão, discute o tema. O consenso entre o grupo é de que não há elementos para suspender a vacinação. Uma nova decisão deve sair nesta semana.

Além de especialistas, esse posicionamento é apoiado Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), entre outros.

Estados e municípios têm autonomia para definir calendários de vacinação. Sem uma gestão unificada no combate à Covid-19 por parte do governo federal, locais como Brasília, Rio e São Paulo ignoraram a decisão da pasta e mantiveram a imunização do grupo, num revés para o ministério. A capital federal, inclusive, já decidiu estender a primeira dose aos jovens de 13 anos sem comorbidades a partir de terça-feira.

A pasta também comunicou que dará prioridade à imunização de idosos, que sofrem maiores riscos relacionados à Covid-19. Esse é o caso de pessoas a partir de 70 anos que tomaram a segunda dose há pelo menos seis meses. O grupo já está apto a receber uma dose de reforço, preferencialmente de Pfizer, independente do imunizante que tenha recebido antes.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos