Vacinação contra Covid-19 na UE deve ser preparada já

A rapidez é essencial para proteger os cidadãos de novos surtos de Covid-19 no outono e no inverno, mas o processo deve ser acelerado na União Europeia (UE).

Vários representantes da indústria farmacêutica debateram o lançamento das vacinas de segunda geração no Parlamento Europeu e deixaram alguns avisos.

"Atualmente, a capacidade de produção de vacinas Covid-19 excede, em muito, o número de doses que podem ser administradas. O desafio já não é a oferta de vacinas, mas a capacidade de levar a cabo, com sucesso, campanhas nacionais de vacinação, especialmente nos adultos e nos idosos", disse Thomas Triomphe, vice-presidente-executivo de vacinas da farmacêutica Sanofi.

Esta é uma das empresas que lançará vacinas adaptadas à variante Omicron, ainda à espera de aprovação.

A Agência Europeia de Medicamentos deu luz verde às novas versões das empresas BioNTech-Pfizer e Moderna, a 1 de setembro.

No dia seguinte, a Comissão Europeia solicitou aos Estados-membros que definissem as suas estratégias nacionais:

  • Combinar vacinação contra a Covid-19 e a gripe

  • Assegurar uma adequada capacidade logística

  • Iniciar novas campanhas de sensibilização do público

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças prevê que, após um verão calmo, vários países europeus poderão ver "tendências crescentes" em termos do número de casos e das admissões hospitalares.

Embora a UE seja o segundo maior produtor de vacinas do mundo, a presidente da Comissão Especial sobre a Covid-19 no Parlamento Europeu, Kathleen Van Brempt, está preocupada com as baixas taxas de vacinação em algumas regiões.

"Penso que o melhor conselho que podemos dar ao público em geral é que se mantenha em alerta, que se proteja, que se vacine, em particular os que tiverem mais de 65 anos e os que pertencem aos grupos mais vulneráveis", explicou a eurodeputada de centro-esquerda belga, em entrevista à euronews.

"Seria bom que mais pessoas se vacinassem. Quanto mais pessoas forem vacinadas, melhor será a situação e teremos de enfrentar menos restrições, mas tudo depende de agirmos de acordo com as recomendações", acrescentou Kathleen Van Brempt.

O Parlamento Europeu também está preocupado com os custos das aquisições conjuntas e com a transparência nos contratos com as empresas farmacêuticas.