Vacinação de idosos de 85 a 89 anos começa na sexta em SP

ARTUR RODRIGUES
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo de São Paulo, sob gestão João Doria (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (10) que a vacinação de idosos de 85 a 89 anos no estado foi adiantada para a próxima sexta (12). Já a imunização de pessoas entre 80 e 84 anos começa em 1° de março. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, na zona oeste da cidade de São Paulo. A vacinação de idosos na faixa entre 85 e 89 anos iria começar na segunda (15), mas foi adiantada. "Desde o dia 17 de janeiro, quando iniciamos a campanha de vacinação, mais de um milhão e 50 mil pessoas foram vacinadas no Estado de São Paulo. Nesse mesmo período, entre 17 de janeiro e hoje, 260 mil novos casos de coronavírus foram registrados em São Paulo", afirmou o governador. Segundo o governo, entre os públicos prioritários, há 1,6 milhão de pessoas entre trabalhadores da saúde, indígenas e quilombolas, cuja vacinação começou em 17 de janeiro. A segunda dose começará a ser aplicada na semana que vem. Depois, vêm 206 mil pessoas de 90 anos ou mais (iniciada em 8 de fevereiro), seguido por 309 mil entre 85 e 89 anos e as cima de 80 anos. "A representação de vacinar os idosos não é apenas um característica de proteção ou esperança. É a liberdade daqueles que permaneceram em casa, que ficaram afastados das suas famílias, dos seus filhos, dos seus netos. E, com isso, terão a oportunidade de estarem retomando esses laços familiares, tocando, sendo tocadas e abraçadas", disse o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn. Apesar de o governo anunciar que a data foi adiantada, no ano passado a previsão do governo era vacinar os idosos com maior velocidade, terminando as segundas doses em 22 de março. Pelo cronograma de dezembro, pessoas com 75 anos ou mais receberiam doses em 8 de fevereiro e 1º de março. De 70 a 74 anos, 15 de fevereiro e 8 de março. De 65 a 69 anos, 22 de fevereiro e 15 de março. Por fim, de 60 a 64 anos, 1º de março e 22 de março. De acordo com o governador João Doria, por volta de 9 milhões de doses já foram entregues ao programa de vacinação. Outras cerca de 17 milhões estão em fase final de produção no Instituto Butantan. Segundo Doria, mais de um milhão de pessoas já foram vacinadas no estado. Na manhã desta quarta, mais uma carga de insumo da vacina Coronavac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, desembarcou na manhã desta quarta-feira (10), no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande SP). Segundo o governo Doria, foram desembarcados cerca de 5.600 litros de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), o suficiente para produzir cerca de 8,7 milhões de vacinas contra a Covid-19. Os dados de coronavírus no estado vêm caindo nas últimas semanas. Na comparação com a última semana epidemiológica, houve redução de 2% nos internados, um dos melhores termômetros sobre a situação atual da pandemia. Houve aumento do número de mortes em 4%. "Esses óbitos estão intimamente relacionados a duas semanas, quanto também tivemos uma elevação do número de internações", disse o secretário da Saúde. O governo anunciou também ter entrado com ação no Supremo Tribunal Federal para que o governo federal volte a pagar leitos do SUS (Supremo Tribunal Federal) que foram desabilitados. OPOSIÇÃO O governador afirmou que o PSDB decidiu que é um partido de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e que os descontentes devem sair, citando o deputado federal Aécio Neves. As afirmações foram feitas durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, na zona oeste de São Paulo, para tratar de ações contra o coronavírus. Doria disse que a opção do partido de ser oposição foi tomada em reunião com integrantes da direção da legenda. "O PSDB a partir de agora é um partido de oposição ao governo Jair Bolsonaro, por decisão dos seus líderes, do presidente Fernando Henrique Cardoso e obviamente por uma circunstância política não faz o menor sentido o Partido da Social Democracia Brasileira ser condescendente, aderente, adesista, ao presidente Jair BolsonaroIsso", disse. Segundo Doria, se alguém tinha alguma posição contrária à exposta por ele, "o silêncio e aquiescência foram resposta". O governador afirmou que o adesismo já custou votos na eleição da Câmara, "onde alguns deputados do PSDB, liderados por Aécio Neves, votaram no candidato do presidente Jair Bolsonaro, deputado Arthur Lira". Segundo ele, já que a liderança foi de Aécio Neves, a partir de agora, o deputado só tem duas opções: "Ou ele se incorpora ao PSDB e passa a fazer oposição ao governo ou pede para se retirar e vai encontrar um partido onde ele possa exercer o seu adesismo e exaltar Jair Bolsonaro, o bolsonarismo e a suas circunstâncias. E todos os demais que queiram seguir esta linha. Chega de PSDB do muro".